Vencedores e comissão julgadora falam do III Prêmio AMB de Jornalismo
As jornalistas Ana D’Ângelo e Mariana Mainenti, vencedoras do III Prêmio AMB de Jornalismo na categoria Jornal/Nacional, com a reportagem “A velhice no cárcere”, publicada no jornal Correio Braziliense, consideram a premiação uma esperança para que aqueles que buscam o aprimoramento do sistema Judiciário, indispensável para a criação de uma sociedade mais justa, tenham suas vozes ouvidas. “Tivemos a chance de perceber que há muitos integrantes da comunidade jurídica preocupados com essa situação e dispostos a mudá-la. Esperamos que essa premiação contribua para o fortalecimento das iniciativas positivas desses juristas”, conclui.
Jonas Viana, diretor-produtor do programa “Quinze Minutos de Cidadania”, da Rádio Câmara, que venceu o Prêmio na categoria Rádio/Nacional, acredita que “o Prêmio AMB de Jornalismo é distinto porque não premia apenas veículos comerciais”. Segundo ele, a Rádio Câmara, por exemplo, é hoje uma referência internacional em comunicação pública e um Prêmio como o da AMB acaba confirmando o caráter sério do jornalismo produzido pela instituição. “Atesta ainda que não fazemos jornalismo chapa-branca.” A Rádio venceu com o trabalho “Defensoria Pública”, também assinado pelo jornalista Jairo Viana. A matéria abordou a importância da Defensoria Pública para a promoção da Justiça e a garantia dos direitos da população. Integrantes da comissão julgadora também destacam o diferencial da premiação da AMB. “Concursos jornalísticos há muitos, mas há Prêmios e Prêmios”, analisa Jorge Duarte, jornalista e relações públicas, que integrou a comissão. “Alguns valorizam o bom jornalismo e dão visibilidade a quem os promove. Outros vão além, e por isso são melhores. Destacam não apenas a apuração de qualidade, a abordagem fundamentada e a edição bem feita, mas estimulam a melhoria das práticas sociais, a qualificação da gestão e indicam caminhos para uma sociedade ser mais justa. Participei como jurado do III Prêmio AMB e certamente ele está neste segundo grupo. Vencedores e organizadores estão de parabéns.” Saiba o que outros vencedores e demais integrantes da comissão julgadora falaram sobre o III Prêmio AMB de Jornalismo. “Muitas vezes, a imprensa desconhece a realização de projetos sociais promovidos por juízes, quase sempre em iniciativas que vão além de suas funções judicantes, por falta de divulgação. Muitos magistrados têm iniciativas louváveis, que devem ser levadas ao conhecimento da sociedade, até mesmo como estímulo a outros magistrados. Por isso, acredito que minha premiação possa incentivar tanto a imprensa a divulgar tais projetos, como os juízes em suas iniciativas junto à comunidade.”Ludmila Viana Furtado, vencedora da categoria Associação Regional “Eu tenho certeza que as reportagens sobre o Projeto Conquistando a Liberdade vão modificar o pensamento de muitas pessoas que não estão esclarecidas sobre o que é realizado, principalmente no que diz respeito à ressocialização dos presos.”
Celso Luís Barbosa Freire, vencedor da categoria Regional/Norte “Quando inscrevemos a matéria, sabendo que iríamos concorrer com tantos profissionais competentes, tínhamos consciência que seria um grande desafio, mas ao mesmo tempo uma motivação importante para toda nossa equipe. Ao receber a ligação da AMB ficamos muito felizes. É uma ótima sensação de reconhecimento, de que apesar de trabalharmos no interior de um estado do Nordeste, com algumas limitações, podemos ainda assim produzir reportagens com qualidade suficiente para receber uma premiação tão importante.”
Marta Almeida, TV Santa Cruz (BA), vencedora da categoria Regional/ Nordeste “Vejo com otimismo iniciativas como essa porque obrigam o jornalista a conhecer melhor o Judiciário, a traduzir termos jurídicos, a ficar mais próximo da Justiça se quiser produzir textos significativos, que informem verdadeiramente a população — já que essa é sua verdadeira missão. Sem dúvida, uma contribuição significativa para estreitamento de laços.”
Marília Capellini, vencedora da categoria Regional/Centro-Oeste “O Prêmio demonstra boa vontade do Judiciário em se aproximar da população. Ao se aliar à imprensa, prova que quer facilitar o acesso dos cidadãos às leis. Dessa forma, eles podem ficar mais cientes de seus direitos e deveres e quem ganha é a nossa democracia.”
Patrícia Diguê, vencedora da categoria Regional/Sudeste “O Prêmio é importante porque é uma das formas de reconhecimento do trabalho da imprensa pelo Judiciário. E certamente estimula os veículos a se dedicarem a trabalhos específicos sobre as atribuições do Judiciário, para que essas informações cheguem ao grande público e facilitem o acesso à Justiça.”
Moisés Mendes, vencedor da categoria Regional/Sul “É uma sensação muito boa ver seu trabalho reconhecido. Não é só pelo dinheiro. É claro que todos nós trabalhamos por dinheiro mas, mesmo que não houvesse uma recompensa, é gratificante o simples fato de ser reconhecido, de ter passado por uma seleção na AMB e por outra realizada por juízes e jornalistas.”
Rodrigo Haidar, vencedor da categoria Nacional/ Internet “Já estava de olho no Prêmio desde a primeira edição, porque ele segue justamente a linha do Via Legal, que é mostrar iniciativas de qualidade no Judiciário. Me inscrevi no ano passado, mas não chegamos a ser finalistas. Esse ano, veio a surpresa.”
Vera Lúcia Teixeira Carpes Azevedo, vencedora da categoria Nacional/TV
“A AMB vem fazendo um ótimo trabalho de aproximação do Judiciário com a imprensa e o Prêmio é a melhor ferramenta desse trabalho.”
Renata Paduan, vencedora da categoria Nacional/Revista
Comissão Julgadora
“A iniciativa da AMB é importante porque mostra que os magistrados reconhecem a necessidade de uma imprensa livre para fazer a cobertura da atividade jurisdicional. Vivemos hoje na sociedade da comunicação, e a mídia é o espaço por meio do qual a população sabe o que está acontecendo, inclusive no Judiciário.”
Andréa Pachá, vice-presidente da AMB para Comunicação Social
Mozart Valadares Pires, vice-presidente da AMB para Interiorização e presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Pernambuco (Amepe)
“Existem muitas iniciativas positivas do Poder Judiciário que merecem destaque, mas a tendência natural da imprensa é reportar o fato negativo. O Prêmio é um incentivo à imprensa a jogar luz nesses temas. Me surpreendeu o nível das matérias finalistas, todas excelentes.”
Viviane Yanagui, coordenadora da Rádio Justiça
Gerson Cherem II, secretário-geral da AMB “Foi uma iniciativa excepcional, visa a valorizar trabalhos, pautas e matérias que, de um jeito ou de outro, ajudam a aproximar a população do Judiciário. Defendo há muito tempo que veículos de grande porte tenham especialistas em cobertura do Judiciário, talvez até uma editoria própria do assunto.”
Renato Parente, assessor de Comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)




