Sucessão na Almagis já mobiliza candidatos
James Magalhães, Maurílio Ferraz e Ney Alcântara vão disputar a Presidência da entidade de classe
As eleições para a escolha da nova Diretoria Executiva e do Conselho Deliberativo da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis) só ocorrem no final do ano, mas o cenário já aponta três candidatos à sucessão presidencial. James Magalhães de Medeiros, Maurílio da Silva Ferraz e Ney Costa Alcântara de Oliveira já confirmaram participação no pleito para administração da entidade no triênio 2008/2010.
A votação ocorrerá em novembro e, conforme o estatuto da categoria - modificado para coincidir com as eleições da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) - o registro das chapas deverá ser requerido até 30 dias antes da data marcada para a realização do pleito.
Por uma magistratura independente, ética e eficiente é o slogan da chapa encabeçada pelo juiz James Magalhães. O magistrado, que defende uma gestão participativa, está colhendo sugestões para a elaboração de seu plano de trabalho. Disse que em breve, mais precisamente dentro de dez dias, estará apresentando o conteúdo à categoria. Ele disponibiliza celular (9981-0081) e e-mail ([email protected]) para quem quiser colaborar com sua campanha, manifestando opiniões e sugerindo idéias.
Nos cerca de 30 anos dedicados ao exercício da magistratura, o juiz foi vice-presidente e conselheiro da Almagis e vice-presidente da Associação de Magistrados e membros do Ministério Público da Infância e da Juventude (ABMP) por três vezes. “Durante todo esse tempo procurei ter uma vida associativa dinâmica, quer a nível local, quer a nível nacional, sempre exercendo cargos eletivos de destaque, através dos quais procurei crescer como pessoa, cidadão e profissional do Direito”, declara o candidato numa carta dirigida aos associados.
Atualmente, James Magalhães exerce a Vice-Presidência da Associação dos Magistrados das Justiças Militares Estaduais (Amajme), a Coordenadoria da Justiça Militar da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e do Movimento Familiar Cristão Equipe Cidade/Maceió.
Maurílio Ferraz também está preparando seu programa de trabalho, mas já antecipa que uma de suas maiores preocupações é relativa à aposentadoria da classe. Disse que vai estudar mecanismos que possibilitem aos atuais e futuros aposentados continuar recebendo seus proventos por meio do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), pois, segundo ele, a possibilidade de recebimento através do AL Previdência se apresenta como “um retrocesso no âmbito da magistratura”.
O magistrado é auxiliar da Presidência do TJ/AL e presidente da Cooperativa de Crédito das Instituições Jurídicas do Estado (Juriscred), entidade que ajudou a fundar. Foi ele quem sugeriu à Presidência do TJ a criação do Fundo Especial de Modernização do Judiciário (Funjuris), do Fundo para o Registro Civil, do Projeto Justiça Itinerante e do Projeto Cidadania e Justiça na Escola.
Em breve, o juiz estará divulgando sua plataforma administrativa. Ele informa que ainda está recebendo sugestões. As propostas podem ser deixadas na Secretaria da Almagis ou encaminhadas para o e-mail maurí[email protected]. Ferraz destaca que analisará atentamente cada uma das proposições. “Com as garantias constitucionais e com o fortalecimento da magistratura, temos a convicção de que, juntos e comprometidos com as nossas responsabilidades, tecnologia, capacitação, entusiasmo e fé, poderemos elevar ainda mais a Justiça do nosso Estado”, frisa.
Ney Alcântara lidera a chapa União com Independência. O juiz elaborou um plano de ação que inclui propostas voltadas a uma gestão democrática, participativa e solidária. O magistrado pretende promover cursos direcionados à área de atuação de cada associado, incrementar departamento específico para os aposentados, responsável pela programação de reuniões, debates e cursos e facilitar a obtenção de crédito e financiamento.
Ampliação de convênios com agências de viagem, entidades de saúde, supermercados, hotéis, livrarias, etc.; promoção de encontros regionais, eventos culturais, de reuniões itinerantes da Diretoria da Almagis pelo Interior do Estado; continuidade das gestões junto ao TJ, para instalação de todas as varas e comarcas em espaço físico adequado; abertura de amplo debate sobre o atual sistema de pecúlio e do clube social, para torná-los atrativos; acompanhamento de projetos de leis e de demandas do interesse da instituição e da magistratura são outras propostas apresentadas em seu plano.
“Com o TJ, manteremos um relacionamento amistoso e respeitoso, porém situado em um mesmo patamar. Nem abaixo, nem acima. Iremos encaminhar, acompanhar e defender os legítimos interesses da classe, contribuindo para o aprimoramento institucional através de práticas administrativas inovadoras e éticas”, frisa o magistrado, que atualmente exerce a Vice-Presidência Financeira da entidade de classe.




