Situação do Judiciário brasileiro é apresentada a juízes latino-americanos
Em Assembléia Geral Ordinária da Federação Latino-Americana dos Magistrados (Flam), realizada no primeiro semestre deste ano, na Cidade do Panamá, o diretor de Relações Internacionais da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), desembargador Floriano Gomes, apresentou relatório do Judiciário brasileiro e uma pesquisa sobre os aspectos do Poder no Brasil e em outros países da América Latina.
Segundo o desembargador, o relatório foi muito bem recebido e mostrou que a situação do Judiciário brasileiro, em comparação à dos outros países latino-americanos, é bastante vantajosa. Ele citou, por exemplo, o caso do Paraguai, onde há interferência dos demais Poderes da República no Judiciário, e o caso do Uruguai, onde os salários pagos a juízes estão bem abaixo do nível alcançado em vários países do continente.
A pesquisa apresentada por Floriano é um levantamento que mostra uma avaliação dos magistrados sobre os aspectos do Judiciário no seu país. Neste ano, foram contempladas questões relativas aos subsídios, ao sistema de aposentadoria, ao ingresso na magistratura, à promoção na carreira e à estrutura do Poder Judiciário.
Durante o evento, o desembargador Guinther Spode recebeu elogios por sua atuação como presidente da Flam de abril de 2004 a abril de 2006. Segundo frisou o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Rodrigo Collaço, na 10ª reunião do Conselho de Representantes da AMB, realizada em abril, Guinther Spode reergueu a entidade latino-americana em sua gestão e lhe foi proposto um voto de louvor pela brilhante administração frente à Flam. Atualmente, quem preside a Flam é a magistrada panamenha Graciela Dixon.
Simultaneamente à Assembléia da Flam, ocorreu também no Panamá a Reunião do Grupo Ibero-Americano da União Internacional dos Magistrados (UIM), dirigida pelo desembargador Sidnei Beneti.




