Foi apresentado ontem na Corregedoria Geral de Justiça o Sistema Hermes de informatização de malotes. O programa possibilita que todas as comunicações oficiais internas sejam feitas por meio eletrônico, através da internet, com segurança, rapidez e economia de papel. Na Mitologia Grega, Hermes tinha a função de mensageiro do Olimpo.

Desenvolvido em código aberto – o que possibilita livre modificação – o Hermes foi criado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e adequado para suprir as demandas características do TJ-MG pelos técnicos da Dirfor. O piloto, que começa em outubro, informatizará as comunicações entre Presidência, Corregedoria e juízes.

As mensagens enviadas através do Sistema Hermes são parecidas com as de um e-mail, mas as semelhanças ficam por aí. Além de gerir todo o acervo de documentos enviados e recebidos pelo sistema, o Hermes possibilita níveis de segurança não disponíveis através do correio eletrônico.

A implantação dessa ferramenta surgiu da necessidade da Corregedoria possuir uma forma rápida, segura e eficiente de se comunicar com todos os juízes do Estado. O Corregedor Geral de Justiça, Des. José Francisco Bueno, afirmou que o Hermes é uma importante ferramenta, pois agiliza as comunicações do Tribunal e, conseqüentemente, diminui custos relativos à correspondência.  “É ágil e de fácil assimilação” afirmou o Corregedor.

Para André Leite Praça, Juiz Auxiliar da Corregedoria e membro da Comissão de Tecnologia da Informação do TJ, “a incorporação de novas tecnologias”, capazes de auxiliar a Justiça, é uma característica dessa gestão. Ele lembrou ainda a drástica redução do consumo de papel que o Hermes trará ao Tribunal.

O Sistema

Ao enviar um ofício de uma unidade organizacional para outra, o sistema possibilita que o remetente tenha certeza de que a mensagem foi recebida e lida pelo destinatário. O Hermes oferece protocolos e “acompanha” a mensagem, sendo capaz de identificar, inclusive, se a mensagem chegou ao destino, mas não foi lida pelo receptor.

Segundo os técnicos da Dirfor, o programa é realmente fácil de se usar. A interface é amigável e de fácil compreensão para todos. De acordo com Denílson Rodrigues, gerente de infra-estrutura tecnológica do TJ, uma hora de treinamento basta para que qualquer pessoa passe a administrar suas comunicações oficiais pelo Hermes.

O programa será instalado nos computadores através do sistema remoto – como já é feito com o Siscom. Cada Unidade Organizacional do Tribunal será, então, cadastrada no programa. “Todo organograma do TJ estará no sistema”, explicou Fabrício Marra, analista de sistema da Dirfor.

Segurança

A cada cinco minutos, o programa faz uma verificação e indica, no canto inferior direito da tela, se existem novas mensagens. Outra grande segurança é o fato de não ser possível ver de onde vem a correspondência. Esse recurso impossibilita que, de propósito, alguma mensagem seja “esquecida”.

Todos os documentos enviados através do sistema Hermes são transmitidos no formato PDF – o que impossibilita modificações da mensagem – e recebem uma assinatura digital da pessoa que o enviou, garantindo sua autenticidade. Além disso, todos os documentos ficam armazenados, com cópias de segurança, em servidor seguro do Tribunal, o que faz com que qualquer arquivo possa ser pesquisado e acessado em qualquer terminal de computador que possua acesso à internet.

Gostou? Então compartilhe!