No painel A autonomia do Poder Judiciário ao lado da democratização e valorização interna nos Tribunais, o vice-presidente Institucional da AMB, Sérgio Junkes, destacou a importância da magistratura permanecer unida e confiante, apesar das dificuldades. Ao representar o presidente João Ricardo Costa, na 17ª edição do Congresso Estadual de Magistrados, realizado pela Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) e o Centro de Estudos Jurídicos (Cejur), em Itapema (SC), Junkes disse que o evento é o momento de debates oportunos e enriquecedores para a magistratura. “Os temas vão ajudar a magistratura se posicionar, compreender esse momento, e de certo trará benefícios à prestação jurisdicional do próprio cidadão”, afirmou.

Na ocasião, o vice-presidente Institucional da AMB falou da atuação da entidade em relação aos projetos de interesse da magistratura, como as eleições diretas e a valorização do primeiro grau. Ele informou aos congressistas sobre o Placar da Justiça, uma ferramenta inédita que faz parte do movimento nacional Não deixe o Judiciário parar, lançado nesta quinta-feira (3), em Florianópolis. Liderado pela AMB e com o apoio das Associações Estaduais de Magistrados e dos Tribunais de Justiça, o movimento é baseado em uma consistente pesquisa realizada pela entidade: “O uso da Justiça e litígio no Brasil”.

 “O estudo permitiu mapear os setores que mais congestionam a Justiça entre os 100 maiores litigantes. O levantamento realizado em 10 estados e no Distrito Federal apontou que em oito unidades da federação o Poder Público é o setor que mais congestiona o Judiciário, seguido pelos setores financeiro e de telefonia”, explicou.

Em seguida, o desembargador e ex-presidente da AMB Rodrigo Collaço falou que a confiança do Poder Judiciário é demostrada pelo fato que, a cada cinco segundos uma pessoa entra em juízo no Brasil e, segundo, porque no momento de crise tanto o Executivo quanto o Legislativo sofrem questionamentos sérios, do ponto de vista de honestidade, da função política que deveria exercer.

“O Judiciário tem se atuado de forma muito positiva apurando, punindo esses desvios que, infelizmente trazem insegurança ao cidadão comum. É importante discutir esse assunto para reafirmar o compromisso que cada juiz tem com a seriedade, honestidade, e o trabalho eficiente, uma marca do Judiciário catarinense”, salientou.

Participaram também do painel o secretário da Secretaria de Fazenda do Estado de Santa Catarina, Antônio Marcos Gavazzoni, e os magistrados catarinenses Júlio César Melo e Cláudio Eduardo Régis. O debate foi coordenador pelo juiz Marcelo Carlin.

Renata Brandão

 

Gostou? Então compartilhe!