Retomada do Judiciário português: "teletrabalho não é a resposta para todos os problemas", avalia presidente da ASJP

A União Internacional dos Juízes de Língua Portuguesa (UIJLP) debateu, nesta quinta-feira (6), a retomada do Judiciário português em meio à pandemia da Covid-19. O secretário de Relações Internacionais da AMB e presidente da Amapar, Geraldo Dutra de Andrade Neto, conversou com o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), Manuel Henrique Ramos Soares, sobre os desafios da adaptação de Portugal na volta aos trabalhos.
De acordo com Manuel Soares, a maior dificuldade foi o teletrabalho uma vez que há diligências e julgamentos que precisam da mediação e da conversa. "É complicado para nós fazermos certos atos a distância. O teletrabalho não é a resposta para todos os problemas", ponderou.
O magistrado contou que o sistema Judiciário português passou por várias fases. A primeira foi o pânico, onde as pessoas ficaram desorientadas assim que a pandemia foi anunciada. A segunda foi de adaptação da nova forma de trabalho, onde o teletrabalho passou a ser mais fácil. Por fim, veio a fase de retomada da normalidade, onde os Tribunais voltaram a abrir. "Os juízes cumpriram bem as suas funções neste período apesar de todo o pânico instaurado no mundo", avaliou.
Para Manuel, todos os países enfrentarão basicamente os mesmos problemas ao retomar à rotina. O magistrado também trouxe dados interessantes: na retomada, houve aumento dos divórcios e de ações de responsabilidade civil contra o estado.
O evento também contou com a participação do presidente da UIJLP, Carlos Pedro Mondlane.
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