O líder do PSDB, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), e o líder do PR, deputado Luciano Castro (RR), informaram, após a reunião de líderes desta manhã, que a votação da reforma política, marcada para as 16 horas, deve começar pela fidelidade partidária (Projeto de Lei Complementar 35/07, do deputado Luciano Castro). Segundo Pannunzio, esse ponto é considerado o menos polêmico pelos líderes partidários.

Em seguida, os deputados deverão votar a emenda aglutinativa global ao projeto da reforma política (PL 1210/07), elaborada pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). A emenda inclui os temas que ainda não foram votados pelo Plenário: financiamento público exclusivo de campanhas nas eleições majoritárias; o estabelecimento de um teto para os gastos das campanhas das eleições proporcionais; o fim das coligações proporcionais; e a possibilidade de criação das federações partidárias.

O único tema já votado pelos deputados foi a lista partidária preordenada, rejeitada nos dois formatos propostos - fechada e híbrida.

Pannunzio ressaltou, no entanto, que o PSDB é contra o financiamento público de campanha para cargos majoritários, previsto na emenda. Em sua avaliação, é impossível fiscalizar se o dinheiro público estaria sendo empregado apenas nas eleições majoritárias. Ele afirmou que, em um comício organizado por um candidato a vereador que tenha a presença do candidato a prefeito, não é possível saber se o dinheiro empregado na construção do palanque e na distribuição do material veio do vereador (recursos privados) ou do prefeito (recursos públicos). "É impossível separar a origem desses recursos", disse.

Luciano Castro concorda com a avaliação do líder do PSDB. Ele afirmou que será muito difícil dissociar nas campanhas o que será dinheiro público ou privado. Castro citou como exemplo os "santinhos" que normalmente apresentam a foto de um candidato a vereador e do candidato a prefeito da mesma legenda. "Isso vai ser financiado por quem? Pelo candidato ao cargo majoritário ou pelo candidato ao cargo proporcional?", questionou.

O líder do PR também apontou problemas com a nova proposta do relator da reforma política, deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO), de criação de federações estaduais. Luciano Castro considera essa medida problemática, pois o deputado estadual eleito por uma federação será obrigado a permanecer nela por três anos, enquanto o deputado federal não terá a mesma obrigação. "Acho complicada essa regra diferenciada", avalia.

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