Projeto Conhecendo a Justiça mostra julgamento popular a estudantes
Os estudantes da rede de ensino do município de Cerrito, que integra a Comarca de Pedro Osório (RS), vão conhecer o procedimento de um júri popular por meio do projeto Conhecendo a Justiça. Com a intenção de informar os estudantes sobre os julgamentos públicos e seus procedimentos, o Foro de Pedro Osório realiza a segunda edição da iniciativa, no dia 5 de abril, com a Sessão do Tribunal do Júri.
O objetivo principal do projeto é dar cada vez mais transparência aos procedimentos do Poder Judiciário, informando a comunidade sobre os serviços prestados pela instituição. “É de extrema relevância que os cidadãos participem das sessões de julgamento, a fim de que a comunidade tenha real clareza do procedimento e das razões que venham a levar à condenação ou à absolvição dos acusados. E, para isso, nada melhor que levar a comunidade para a Casa da Justiça”, explica o diretor do Foro de Pedro Osório e coordenador do Projeto, juiz Marcelo Malizia Cabral.
Os julgamentos integrantes do Projeto são realizados observando-se as formalidades de qualquer outro, com o diferencial de que cada passo da solenidade é explicado aos participantes pelo juiz-presidente do júri, pelos servidores e estagiários do Foro. Existe, também, um procedimento preparatório, por meio do qual, em dias anteriores ao julgamento, o juiz, o promotor de Justiça e o advogado que atuarão no júri reúnem-se com os estudantes inscritos para o projeto, explicam toda a sistemática do julgamento e apresentam , inclusive, o processo que será julgado.
Igual procedimento é adotado após o júri, quando são esclarecidas dúvidas não sanadas durante a sessão. Essa outra parte do projeto ocorrerá no dia 11 de abril, quando também serão entregues certificados de participação aos estudantes e às escolas.
Na primeira edição, realizada no ano de 2005, 35 alunos de uma escola da Comarca aderiram ao projeto. “Desta vez, em razão da aceitação dos jovens, temos a expectativa de que esse número duplique”, comenta o magistrado coordenador da iniciativa.
“Aprendi que é importante saber mais como agir em sociedade e, que apesar de acharmos que já sabemos muito sobre a Justiça, ela é bem mais interessante e complexa do que pensamos”, afirmou a estudante Débora dos Santos, participante da primeira edição do projeto.




