A cooperação judicial é vista como uma das principais saídas para amenizar os efeitos da pandemia no direito processual civil brasileiro. O tema debatido durante o primeiro webinar promovido pela Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) contou com a participação da presidente da AMB, Renata Gil, na abertura do evento.

Renata Gil defendeu que os debates sobre a cooperação judiciária são essenciais. “Temos que ter coragem, porque a sociedade exige do Judiciário uma nova forma de trabalho para que encontremos com o grande anseio dos cidadãos: a diminuição no tempo de processo”, disse.

A magistrada observou que a pandemia pressionou o sistema Judiciário por mudanças e é uma oportunidade para fazer a transição entre os processos físicos e virtuais virarem uma realidade. A presidente também esclareceu que a AMB, junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), colabora com os juízes brasileiros para que tenham recursos tecnológicos à disposição e possam voltar a fazer suas audiências.

"Desde a declaração pela Organização Mundial da Saúde (OMS) da pandemia, temos feito nosso dever de casa. A Justiça brasileira tem sido vanguardista nos trabalhos. Pude perceber que países desenvolvidos tiveram lockdown e só agora conseguem retomar os trabalhos. Enquanto isso, nós estabelecemos plantões ordinários e informatizamos o sistema para trabalhar de forma eletrônica remota", disse.

Renata Gil ressaltou que ainda há muito a se fazer e que a AMB pleiteia, por exemplo, a possibilidade de audiências virtuais em áreas como a custódia e o júri”, concluiu.

O presidente da AMPB, Max Nunes de França, mediou o evento dividido em quatro painéis.

Confira aqui o webinar

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