Na última quarta-feira, 23 de maio, em solenidade simbólica, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) recebeu de volta as chaves de sua sede histórica no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A decisão de devolver o espaço à Associação partiu do presidente do Tribunal, José Carlos Schmidt Murta Ribeiro, que assumiu o cargo em fevereiro deste ano. O desembargador falou ao Portal da AMB sobre a importância da volta da entidade para o TJ-RJ e da retomada da relação com a Associação.

Portal AMB – O que simboliza, para a magistratura, a retomada do diálogo entre o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e a AMB?
José Carlos Schmidt Murta Ribeiro –
Sempre tive muito boa relação com todas as nossas entidades associativas, com a Amaerj e AMB. Fiquei muito triste quando, no passado, passou a existir uma dicotomia das associações com os desembargadores. Quando eu assumi o Tribunal, houve uma eleição disputada entre dois candidatos com plataformas diferentes e eu venci. A partir de então, coloquei justamente a necessidade de discutirmos esse problema e  de ter a conciliação como regra e marca de trabalho. Estou  sempre aberto à discussão e ao diálogo. Fico muito feliz em ver aqui a AMB, e seu presidente Rodrigo Collaço, porque não vejo a razão para esse distanciamento que foi criado entre nós.

Portal AMB – A devolução da sede histórica da AMB é um primeiro passo nesse sentido?
J.C.S.M.R - É uma forma de promover a união entre juízes e desembargadores, pois afinal, na essência somos todos juízes. Não há como ficarmos separados, até porque isso seria uma demonstração de fraqueza e precisamos, mais do que nunca, caminhar unidos para o bem do poder Judiciário. O Rio de Janeiro sempre foi o tambor do Brasil, ou seja, onde as coisas repercutem, e na área do Judiciário não é diferente.

Portal AMB – Quais são os desafios da administração do Sr. frente ao Tribunal?J.C.S.M.R - Assumimos o tribunal há apenas três meses e não conhecia a complexidade de administrar, pois sempre estive na área da judicatura. Nunca havia participado diretamente da administração, embora sempre tivesse sido um colaborador dos meus presidentes. Pretendo que minha administração tenha como marca a administração participativa do Tribunal, com a comunicação direta, dos colegas ao presidente, dos problemas. Só com a participação de todos é possível progredir. Quero fundamentar minha gestão como ética, competente, participativa e eficaz.

 

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