Os Juizados Especiais de pequenas causas se destacaram como uma das instituições com mais credibilidade por parte da população brasileira. O resultado positivo foi constatado em pesquisa realizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entre os dias 4 e 20 de agosto deste ano.

De acordo com a pesquisa, a Polícia Federal, as Forças Armadas e os Juizados Especiais são as instituições com maior grau de confiança no país. Dentro da categoria Imprensa, Governo e Justiça, os Juizados Especiais obtiveram os melhores resultados: com 71% de confiança pela população. Já entre os Tribunais mais confiáveis, os Juizados apresentaram também a maior porcentagem, 23%. Maior até do que o Supremo Tribunal Federal (STF) - que ficou com 20.5%.

A presidente do Fórum Nacional dos Juizados Especiais (Fonaje), a juíza Janete Vargas Simões, comemora o resultado da pesquisa e diz que os índices são reflexos da grande procura da população pelos Juizados Especiais em todo país. "Não há dúvidas de que conquistamos, com o trabalho incansável dos que militam no sistema, a confiança do cidadão brasileiro, numa demonstração de que a luta por uma Justiça mais humanizada, informal e célere é reconhecida e acreditada por aqueles a quem devemos servir cada vez melhor", afirmou a juíza.

Janete Simões disse ainda que os Juizados Especiais, em funcionamento no país há pouco mais de 10 anos, vêm recebendo cerca de 50% dos processos de todo o Judiciário Nacional, atingindo em alguns Estados, ao índice de 70%. " A tendência é aumentar ainda mais em razão das demandas de consumo de massa", concluiu do Fonaje.

Outro fato que a juíza destaca é que o resultado positivo está diretamente ligado à aproximação do Judiciário com a sociedade e com os princípios dos Juizados Especiais - oralidade, informalidade, celeridade gratuidade. A população brasileira que busca os Juizados Especiais vem conseguindo resolver seus conflitos de forma simples, rápida e sem a necessidade de advogado. Os Juizados recebem causas de até 40 salários mínimos e muitos casos são resolvidos na conciliação, o processo não chega nem nas mãos do juiz.

 

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