O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Rodrigo Collaço, apresentou a jornalistas a campanha Reforma Política: conhecendo, você pode ser o juiz dessa questão em um café da manhã realizado nesta quarta-feira, 28 de fevereiro. O encontro com a imprensa foi realizado no restaurante Norton Grill, em Brasília (DF).

No início do evento, foi apresentado um vídeo de cerca de um minuto de duração produzido pela AMB e que mostra o desconhecimento dos principais temas da reforma política por parte da população. Encerrada a exibição, Collaço explicou como surgiu a idéia da campanha. “Ao fazermos a Operação Eleições Limpas, no ano passado, percebemos que a população deseja uma reforma política. No entanto, quando perguntada sobre pontos específicos, pessoas das mais variadas classes de instrução mostravam não saber como a reforma política seria feita”, explicou o presidente da AMB.

Collaço também reforçou aos jornalistas a necessidade de se trazer o debate da reforma política para o primeiro plano das preocupações nacionais. “Durante as eleições presidenciais do ano passado, todos diziam que a prioridade era a reforma política. Agora, o recrudescimento da violência é o fato novo, e isso jogou a reforma para segundo plano. Precisamos colocar o tema em discussão, com alguma informação que desse um pouco mais de profundidade no debate”, destacou.

Repercussões

A apresentação da campanha e a entrega das cartilhas agradaram aos jornalistas presentes ao encontro. Na avaliação de Heraldo Pereira, repórter da TV Globo, a classe política só tomará consciência da urgente necessidade de uma reforma política a partir da pressão da sociedade neste sentido. “Nada melhor do que uma associação com a capilaridade da AMB, presente em quase todos os municípios do Brasil, para ajudar a população a tomar consciência da importância do assunto e pressionar seus representantes”, observou.

Juliana Neiva, da TV Record, tem uma opinião semelhante a de Heraldo. “É muito interessante que a AMB ajude a mobilizar a população e, assim, a sociedade possa exigir de forma clara e concreta o que o Congresso deve fazer.”

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