Presidente da AMB abre seminário sobre reforma política em Brasília
O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Rodrigo Collaço abriu hoje na Universidade de Brasília (UnB) o seminário A reforma Política Possível, organizado pelo Centro Acadêmico de Ciências Políticas (Capol).
O seminário é uma das iniciativas destinadas a difundir a campanha Reforma Política: conhecendo, você pode ser o juiz dessa questão, promovida pela AMB.
Carlos Eduardo Nepoceno, ligado ao Capol, explicou que a tentativa do Centro Acadêmico foi focar a discussão nas ações possíveis para a reforma política. “Isso evita debates muito teóricos ou filosóficos e direciona para o que é possível e factível”, disse.
O estudante ressaltou a importância da contribuição do meio acadêmico para a reforma política, já que a universidade é um espaço formador de opinião e difusor de conhecimento. Para ele, a abertura do evento aos alunos e à comunidade facilitará o processo de instrução desses públicos em torno do tema.
“Nosso objetivo é trazer as pessoas para instruir, mostrar o que está acontecendo, as várias vertentes que podem ser tomadas e fomentar a discussão, abrir novos espaços para esse assunto, que é muito importante para a vida pública das pessoas”, disse Nepoceno.
De acordo com o estudante um dos temas que levanta mais discussões é a impunidade. Para alunos e professores a reforma política apenas terá validade se for eficaz no combate à impunidade. “Não adianta nada mudar a estrutura, o sistema, se não houver uma mudança nas mentalidades das pessoas. Para nós a impunidade é um tema central dentro desse debate".
O presidente da AMB, Rodrigo Collaço, também ressaltou a importância de levar o debate ao meio acadêmico e elogiou o tema do seminário. Para ele a principal contribuição da AMB para o processo foi o lançamento de uma cartilha que explica à população alguns termos como fidelidade partidária e voto em lista. Ele afirmou que a reforma só será possível com uma forte pressão popular e, para que isso ocorra, é fundamental que as pessoas estejam bem informadas sobre o tema.
“Ouvimos um número cada vez maior de pessoas dizer que tem nojo de política e, portanto, não quer nem saber do tema. Isso é preocupante, pois abre espaço para que pessoas que não têm esse sentimento e sabem transitar no lamaçal que às vezes invade o cenário político brasileiro possam ocupar esses espaços”, disse Collaço.
Participaram do encontro professores de Argentina e da Alemanha. Para Carlos Eduardo Nepoceno esses professores podem contribuir com dados que possibilitem um estudo comparado sobre a reforma política e apontar caminhos para que esse processo ocorra da melhor forma possível.




