O presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul), juiz Marcelo Rasslan, critica, em artigo de sua autoria intitulado Aposentadoria compulsória: hipocrisia da alteração de idade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº. 457/05, que eleva de 70 para 75 anos a idade para os servidores públicos se aposentarem compulsoriamente.

Embasado em uma série de argumentos, Rasslan considera a PEC, que tramita na Câmara dos Deputados, "hipócrita". "A proposta de alteração de limite é hipócrita exatamente porque, a pretexto de querer conceder um direito maior a todos, em verdade cria privilégios injustificáveis para a casta do serviço público, penalizando os demais integrantes da carreira que terão seus sonhos de ascensão prejudicados, e a própria população que não terá a contínua presteza e eficiência do serviço que deve se realizar em seu benefício, e não em benefício de quem detêm o cargo ou função pública", opina no texto.

A posição do presidente da Amamsul é idêntica à da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que há meses mobiliza seus associados para lutar pela não aprovação da matéria na Casa.  A entidade entende que uma mudança nesse sistema pode provocar o engessamento da jurisprudência, com a perda de grande parte da vitalidade da carreira.

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