Na manhã de hoje, a campanha Mude um Destino foi lançada em Ponta Grossa (PR). A cidade é a segunda do estado a lançar, em nível regional, a ação da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em favor das crianças que vivem em abrigos. O lançamento contou com o apoio da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), representada na ocasião pela juíza Joseane Ferreira Machado Lima, coordenadora estadual da campanha.

O presidente da Amapar, desembargador Paulo Vasconcelos, não pôde comparecer ao evento por problemas de saúde, mas não deixou de recomendar aos juízes atuantes na área da infância e juventude que abracem a campanha. “O sucesso da iniciativa está intimamente ligado com o envolvimento dos juízes das Varas da Infância e Juventude, aos quais sugerimos abrir as portas de seus gabinetes para esclarecer as dúvidas e expor os problemas das crianças e adolescentes abrigados em suas comarcas”, lembrou.

Vasconcelos disse, ainda, que os procedimentos legais são de responsabilidade das autoridades, mas como cidadãos todos devem ajudar. “Todos nós temos nossa parcela de responsabilidade para com o destino desses pequenos brasileiros. Quanto mais trabalharmos em seu favor, mais estaremos reduzindo o sofrimento deles”, ressaltou.

O juiz Roberto Bacellar, representante da AMB no lançamento em Ponta Grossa, falou sobre a necessidade de esclarecer à população a respeito da adoção e de seus trâmites legais, que não são burocráticos como parecem. “A campanha ajuda os juízes das pequenas comunidades a conseguir ampliar o conceito de cidadania para mudar os destinos de tantas crianças”, disse o magistrado.

O presidente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), desembargador Tufi Maron, informou que no estado do Paraná existiam 4 mil crianças vivendo em abrigos no ano de 2005. Maron anunciou que os números serão atualizados ao longo da campanha. De acordo com a coordenadora da Mude um Destino em Ponta Grossa, juíza Noeli Salete Tavares Reback, 204 crianças vivem em cinco instituições na cidade, sendo que 30% estão habilitadas para serem adotadas. “O que buscamos com a campanha é falar bastante da criança que está crescendo nos abrigos e encontra caminhos fechados”, enfatizou a magistrada.

Participaram do evento juízes, vereadores, membros da prefeitura da cidade, advogados, crianças que vivem em abrigos e alunos de escolas públicas locais.

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