A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entidade que representa 14 mil juízes, vem a público manifestar seu repúdio à parcialidade de matéria publicada na edição número 1917 da revista Istoé, intitulada "O esquema Bertholdo".

É inaceitável que denúncias tão graves contra integrantes do Poder Judiciário, como as que foram veiculadas no semanário, sejam publicadas levianamente, sem o devido trabalho de apuração que deve envolver qualquer trabalho jornalístico sério. Esse denuncismo vazio merece ser rechaçado, uma vez que abala de forma irresponsável a credibilidade do Judiciário junto à sociedade.

É imperioso ressaltar que o mesmo assunto foi abordado no passado por outro veículo de comunicação de circulação nacional — desta vez com respeito à imparcialidade, tão cara ao jornalismo — e foi devidamente esclarecido. O jornal em questão apurou os fatos corretamente, relatando que, em nenhum momento, houve, por parte do Poder Judiciário, favorecimento a quem quer que seja.

Como bem informa o site do Superior Tribunal de Justiça (STJ), prova inequívoca de que nenhum ministro do STJ participou do esquema de Bertholdo foi a decisão contrária a Antônio Celso Garcia (o Tony Garcia), defendido por Bertholdo.

No dia 24 de junho de 2004, a Sexta Turma do STJ, em decisão unânime, rejeitou o pedido de habeas corpus nº 23.464/PR em favor de Tony Garcia. A decisão é pública, bem como todo o andamento do processo no Superior Tribunal de Justiça.

Andréa Pachá
Presidente em exercício

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