Mude um Destino: magistrados vencedores recebem troféus
O segundo momento da solenidade de premiação do concurso Mude um Destino foi dedicada aos vencedores da categoria Pode Judiciário, dedicada a premiar iniciativas desenvolvidas por magistrados ou equipes de órgãos do poder Judiciário em favor das crianças que vivem em abrigos. Os três finalistas receberam um troféu e tiveram suas práticas apresentadas, por meio de um vídeo produzido pela Associação dos Magistrados Brasileiros, durante a cerimônia. Uma menção honrosa foi concedida, ainda, a juíza Fabiana Latuada, de Torres (RS).
A primeira colocada no concurso, juíza Maria Isabel de Matos Rocha, de Campo Grande (MS), agradeceu o prêmio, classificado por ela como um grande incentivo para dar continuidade ao trabalho. “A emoção é muito grande porque sabemos que no Brasil há centenas de projetos ótimos em favor dessas crianças, por isso ter esse reconhecimento é algo muito importante”, ressaltou a juíza, que recebeu o troféu das mãos do coordenador nacional da campanha, Francisco Oliveira Neto.
O Projeto Padrinho é desenvolvido e coordenado pela magistrada desde 2000 e busca justamente amparo afetivo e financeiro para permitir que as crianças abrigadas retornem a suas famílias. Maria Isabel de Matos Rocha agradeceu ainda a iniciativa da AMB. “Foi uma surpresa muito grande quando essa campanha foi lançada pela Associação. Eu, como juíza, me senti muito orgulhosa por poder participar desse concurso” conclui Maria Isabel.
Altino Pedroso dos Santos, integrante do Conselho Nacional de Justiça, entregou o troféu de segundo colocado no concurso ao juiz Élio Braz Mendes, de Recife (PE). Idealizador do Núcleo de Apoio à Reintegração Familiar (Narf), da 2ª Vara da Infância e Juventude de Recife, o magistrado destacou a dificuldade enfrentada pelos magistrados para fazer cumprir o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O magistrado pernambucano afirmou que a campanha deu visibilidade a um assunto obscuro. “Parabéns à AMB por jogar luzes e mostrar à sociedade que devemos estar atentos que lugar de criança é com a família”, disse.
Autor do projeto Anjo da Guarda, o juiz Maurício Porfírio Rosa, de Goiânia (GO), foi o terceiro colocado no prêmio da campanha Mude um Destino. O magistrado disse ter ficado surpreso com a premiação, uma vez que considera a ação a execução de uma idéia simples, de assegurar direitos básicos fundamentais da criança e do adolescente e dentre esses, o mais básico de todos, o direito à convivência familiar. “Ficamos muito felizes em saber que a AMB divulga ações de juízes mostrando uma outra face do Judiciário e de seus integrantes, mostrando-os não apenas como uma pessoa distante, inacessível, mas como uma pessoa dotada de sentimentos humanos, preocupada com os problemas sociais, preocupados com as questões atinentes à educação. É muito bom que a AMB faça isso, para que a sociedade possa nos ver de uma maneira menos formal, menos distante da realidade”, ressaltou.
A juíza Fabiana Lattuada, de Torres (RS), representada na cerimônia por Helena Beatriz Barcelos, foi homenageada com uma menção honrosa pelo trabalho desenvolvido na 2ª Vara Judicial da comarca de Torres.




