Mude um destino emociona baianos
Numa manhã ensolarada, ao som de sucessos da MPB, foi lançada hoje, em Salvador (BA), a campanha Mude um Destino, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A solenidade de lançamento regional da ação foi realizada no auditório do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) e reuniu cerca de cem pessoas.
Na abertura, o coral de crianças e adolescentes abrigados no Lar Irmã Benedita Camurugí emocionou os presentes. Mas a emoção não parou por aí. O humorista Juca Chaves, que tem duas filhas adotivas nascidas em Salvador, fez questão de comparecer à cerimônia e falar sobre a experiência de ser “pai de coração”.
“Quando completei 60 anos, e a Yara, minha mulher, fez 45, decidimos que queríamos ter um filho. Fomos a um médico e ele nos disse que, por causa da nossa idade, seria melhor que adotássemos. Nós, então, resolvemos seguir esse conselho”, contou o humorista.
Pouco tempo depois, Juca e Iara adotaram Maria Clara, que na época tinha 4 meses de vida. Cerca de dois anos depois, adotaram mais uma menina: Maria Morena. “Elas simplesmente mudaram nossas vidas”, resumiu, emocionado.
Novo papel
“Com campanhas como a Mude um Destino, os magistrados descobriram a importância de assumir um novo papel, participando ativamente das questões sociais”, disse o presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), Rolemberg Costa.
A secretária municipal de Justiça e Direitos Humanos, Marília Muricy, também ressaltou a mudança no perfil da magistratura brasileira. “Essa campanha é a sinalização de que o juiz brasileiro está deixando sua condição de julgador máximo para estender a mão aos oprimidos”.
Muricy elogiou a iniciativa da AMB e da Amab – entidade responsável pelo lançamento regional da Mude um Destino – e lembrou: “Nenhuma ação concreta em favor das crianças abrigadas pode ser bem-sucedida se não nos comprometermos com o exercício da solidariedade”.
Objetivo
Segundo Rolemberg Costa – que também é vice-presidente de Valorização Profissional e Defesa das Prerrogativas da AMB –, a intenção da entidade é alertar a sociedade para o fato de que muitas crianças não estão em abrigos devido à orfandade, mas por causa da precária situação econômica de seus pais. “Além disso, o abrigo deve ser uma solução temporária, não definitiva”, frisou.
O vice-presidente de Interiorização da AMB, Mozart Valadares Pires – que representou o presidente da entidade, Rodrigo Collaço, no evento –, agradeceu o apoio da Amab, do TJ-BA e demais instituições à campanha. E esclareceu: “O objetivo primordial da campanha não é a adoção, mas sim tentar promover o retorno das crianças às suas famílias de origem”.
O magistrado apresentou as principais peças da campanha – as cartilhas Abrigo Legal e Adoção Passo a Passo e o documentário O que o destino me mandar –, lembrando que todo o material pode ser solicitado à AMB por meio do site www.amb.com.br/mudeumdestino.




