Com o objetivo de mobilizar membros da prefeitura, do Judiciário e da sociedade, a 1ª Vara da Infância e Juventude de Linhares (ES) lançou a campanha Mude um Destino durante três dias, 26, 27 e 28 de junho. No evento, além de exibir o documentário O que o destino me mandar, da jornalista Ângela Bastos, produzido com apoio cultural da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), os cerca de 100 participantes puderam ver um vídeo de cinco minutos feito pela Vara da cidade. “Nós distribuímos o nosso vídeo, as cartilhas da AMB e uma cartilha que elaboramos para os presentes. Agora eles repassam o material em igrejas, faculdades e escolas”, comentou a juíza Viviane Brito Borille, organizadora do evento.

O filme feito pela Vara de Linhares apresenta as respostas das crianças para a seguinte pergunta: “o que é preciso para mudar um destino?”. Além disso, mostra os motivos para os jovens estarem abrigados, as condições para serem adotados e o maior desejo de todos eles: viver em família.

A magistrada explica que em dois anos, 70 crianças que viviam em abrigos foram adotadas ou voltaram para suas famílias, mas na cidade ainda existem 79 meninos e meninas abrigadas. “O interessante é que essa campanha era justamente o que já vinha sendo feito na nossa Comarca. A nossa preocupação é não deixar as crianças abrigadas. De 0 a 6 anos elas têm mais chance, e aos 8 dá para se pensar em adoção internacional”, contou Viviane.

Exemplo

Há um ano e meio, a juíza Viviane Borille deu entrada no processo de adoação de um menino que hoje tem oito anos. Em visita a um abrigo, a magistrada conheceu a história do filho que vivia na instituição, e decidiu dar-lhe uma família. “Eu não quero deixar nenhuma criança crescer lá. Todos pensam que no abrigo elas estão protegidas, mas elas precisam é de uma família”, declarou. 

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