O Ministério Público do Trabalho decidiu estender a fiscalização dos estágios na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) às bolsas de treinamento, extensão, monitoria e iniciação científica. Os Procuradores do Trabalho pretendem verificar se a mão-de-obra dos alunos que recebem o benefício está sendo usada para substituir os servidores técnico-administrativos em setores da universidade carentes de pessoal.

Depois de receber representação da Associação dos Magistrados Trabalhistas (Amatra) referente à substituição de servidores por bolsistas na UFSC, o Ministério Público do Trabalho realizou uma audiência com representantes da reitoria da universidade, que se comprometeram verbalmente a remanejar os estudantes que recebem bolsa. Mas, um aumento no valor da bolsa concedido em função de movimento grevista, a reitoria mudou de atitude e agora afirma que o número de bolsas diminuirá.

Os bolsistas, que fizeram greve por mais de 20 dias, pediam aumento da bolsa de R$ 200 para R$ 320, alegando que trabalhavam substituindo servidores em vários setores da universidade. Depois de várias negociações, os estudantes aceitaram o aumento oferecido pela reitoria, que reajustou as bolsas para R$ 250.

Contatos com a Amatra 12 através dos fones (48) 223-6404 / 9989-2992

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