Missão panamenha conhece atuação institucional da AMB
Os integrantes da missão panamenha que estiveram nesta terça-feira, 19 de setembro, visitando a sede da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em Brasília (DF), confessaram-se impressionados com a amplitude da participação da entidade brasileira em atividades relacionadas à cidadania. Liderada pela magistrada Graciela Josefina Dixon Caton, presidente da Corte Suprema de Justiça do Panamá, a missão esteve na sede da AMB para tratar da informatização do Judiciário, mas o destaque maior acabou sendo a inserção da entidade nas questões de interesse da sociedade e como essas ações vêm contribuindo para a valorização da magistratura brasileira.
“Não vejo nenhuma associação na América Latina desempenhando essa função. Todos têm somente interesses corporativos”, ressaltou Alejandro Alvarez, assessor regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para Justiça e Segurança para América Latina e Caribe. “A associação dos magistrados panamenhos não tem esse nível de desenvolvimento cidadão”, complementou Graciela Dixon. A missão teve ainda a participação de Aníbal Raúl Salas Céspedes, magistrado da Segunda Sala Penal da Corte Suprema panamenha.
Durante a conversa, que durou mais de duas horas, o presidente da AMB, Rodrigo Collaço, entregou aos magistrados panamenhos o material das campanhas recentes lançadas pela associação brasileira, tais como a Operação Eleições Limpas e a Campanha pela Simplificação da Linguagem Jurídica. Outro projeto que entusiasmou a presidente da Corte Suprema panamenha é o Prêmio AMB de Jornalismo, que está em sua terceira edição.
Informatização
A informatização do Judiciário também foi debatida com os integrantes da AMB. Os magistrados panamenhos queriam saber a impressão da magistratura sobre o processo de modernização na área. As opiniões dos magistrados Roberto Siegmann, Rolemberg José Araújo Costa, vice-presidente da AMB para Valorização Profissional e Defesa das Prerrogativas, e do desembargador Floriano Gomes da Silva, diretor de Relações Internacionais da AMB, compuseram um painel diversificado aos visitantes.
Dentre as vantagens da informatização, relatadas pelos magistrados brasileiros, estão a maior transparência e agilidade nos processos e o controle mais eficiente da produção de cada juiz. “É impossivel pensar no Judiciario brasileiro, hoje, sem a informatização”, afirmou Collaço. No entanto, foi lembrado aos panamenhos que a informatização não é panecéia para a morosidade do Judiciário. “Para isso, seria necessária uma profunda reforma nas leis”, disse o presidente da AMB.




