A diretoria da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) recebeu na última terça-feira, 15 de maio, na sede da Associação, três membros da Comissão Eleitoral Independente da República Democrática do Congo, o presidente da Comissão, Muholongu Malumalu, o diretor nacional de operações, Flavien Misoni e o assistente da comitiva, Sylvestre Somo.

Durante o encontro, os magistrados e os representantes congoleses trocaram idéias sobre a criação de uma escola da magistratura no Congo, Oeste da África. O Centro de Estudos Jurídicos da Amagis, presidido pela desembargadora Jane Silva, chamou a atenção dos congoleses. O presidente da Comissão Eleitoral Independente, Muholongu Malumalu afirmou que “há um grande interesse na Associação e no Centro de Estudos para que possamos desenvolver uma parceria e criar um instituto similar no Congo, que ofereça a possibilidade de crescimento jurídico e intelectual dos juízes do Congo”, finalizou.

O presidente da Amagis, juiz Nelson Missias de Morais, disse ser uma honra receber a Comitiva. “Sabemos que é um país em busca de democracia. Em Minas temos uma Escola da Magistratura que é modelo. Implantamos o Centro de Estudos Jurídicos da Amagis que tem enfocado também a formação continuada dos juízes. Acredito que podemos contribuir para a formação dos magistrados da República Democrática do Congo”, afirmou. O presidente salientou ainda que na diretoria da Associação e entre os associados existem vários professores, nas diversas áreas, como Direito Tributário, Penal, Ambiental, Constitucional, Processual Civil e Penal, entre outros, o que pode facilitar o intercâmbio de informações nas mais variadas vertentes.

O diretor de operações, Flavien Misoni, expressou sua satisfação em conhecer a Associação. “No Congo também existem associações, seria muito interessante que os seus representantes formalizassem uma parceria com a Amagis, para que os membros do Judiciário de lá pudessem vir até aqui conhecer a estrutura corporativa da magistratura”, disse.

Ao final do encontro, os congoleses agradeceram o acolhimento e relembraram a situação do país, de uma democracia nascente.

 

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