Foi ajuizada, no último dia 10 de agosto, pelos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer, Paulo Galotti e Paulo Medina, uma ação de reparação de danos morais contra a Revista IstoÉ. A ação pede a publicação de uma nota desmentindo texto publicado anteriormente pela revista, bem como o pagamento de uma quantia, a ser estipulada pelo juiz, a título de ressarcimento de danos morais.

No texto, assinado pelos jornalistas Carlos Hugo Studart Correa e Rudolfo Lago, o advogado Roberto Bertholdo aparece como pivô de um suposto escândalo de corrupção envolvendo a venda de sentenças no estado do Paraná, e usa como exemplo um pedido de habeas corpus deferido pelo então ministro Vicente Leal. Segundo os ministros que ajuizaram a ação, a revista se omite ao desconsiderar que a liminar em habeas corpus foi cassada pelo STJ, invalidando a medida tomada por Vicente Leal.

Na ocasião em que a matéria foi veiculada, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) publicou nota de repúdio à parcialidade da matéria da IstoÉ. “É inaceitável que denúncias tão graves contra integrantes do Poder Judiciário, como as que foram veiculadas no semanário, sejam publicadas levianamente, sem o devido trabalho de apuração que deve envolver qualquer trabalho jornalístico sério”, ressalta a nota.

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