A segunda edição do Prêmio Innovare: O Judiciário do século XXI recebeu a inscrição de 167 projetos de práticas inovadoras e bem-sucedidas de gestão do Poder Judiciário e do Ministério Público desenvolvidos em todo o País. Ao todo, concorrem 143 iniciativas divididas nas categorias juiz individual, juizado especial e tribunal, e 24 experiências inscritas por procuradores e promotores de Justiça. As regiões Sul e Sudeste tiveram o maior número de inscrições, com 48 e 45 práticas, respectivamente. O Estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, contribui com 29 projetos. Já o Centro-Oeste conta com 15 inscrições, o Nordeste, com 32, e o Norte, com 27.  

A triagem dos trabalhos que atendem aos critérios do concurso está sendo realizada por uma equipe de consultores do prêmio. No último dia 12, o comitê organizador e o corpo de jurados do Innovare se reuniram na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, para discutir alguns pontos de como será a análise e seleção das práticas. Estiveram presentes todos os integrantes da comissão julgadora: o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fátima Nancy Andrighi, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra, o presidente do Instituto Helio Beltrão, João Geraldo Carneiro, a pesquisadora do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais Maria Tereza Sadek, o jornalista Roberto Irineu Marinho, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Thiago Ribas Filho e o advogado Walter Ceneviva. A vice-presidente de Comunicação da AMB, juíza Andréa Pachá, integrante do comitê organizador, também participou da reunião.

Ainda este mês começam a ser realizadas visitas aos locais onde as práticas foram implementadas para avaliação das suas características. Nessa fase, cerca de 30 práticas serão escolhidas e repassadas para uma comissão julgadora. A premiação será em novembro, quando os vencedores de cada categoria receberão R$ 50 mil, além de troféus e diplomas.

O projeto foi criado para identificar, sistematizar e difundir práticas pioneiras e bem-sucedidas, e efetivamente implementadas, de gestão do Poder Judiciário e do Ministério Público. Ele é uma realização conjunta da AMB, da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas, do Ministério da Justiça e da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp). A iniciativa conta com o apoio da Companhia Vale do Rio Doce.

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