Magistratura e Ministério Público lançam manifesto contra a corrupção e a favor da ética na política
O presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), juiz Ricardo Roesler, participa, amanhã (17/08), em Brasília, de uma manifestação contra a corrupção e a favor da ética na política. O evento está sendo promovido pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em conjunto com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp).
De acordo com o presidente da AMC, juiz Ricardo Roesler, o manifesto mostrará que os integrantes do Judiciário e do Ministério Público não aceitam o argumento da generalização de práticas que violam a legislação eleitoral. “Com essa manifestação, a magistratura demonstra que está atenta aos acontecimentos e confia numa apuração séria e isenta, com um julgamento político justo e eficaz. Demonstrará também que na judicialização dos processos agirá com rigor na punição dos culpados”, afirma Roesler.
O ato reunirá integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público de todas as partes do Brasil. Às 11 horas, na sede da AMB, os presidentes da entidade, Rodrigo Collaço, e da Conamp, João de Deus Duarte Rocha, e os deputados Carlos Sampaio (PPS-RJ) e Denise Frossard (PPS-RJ) falarão sobre a crise atual. Ao final do ato, será divulgado manifesto contra a corrupção e a favor da punição dos culpados pelas irregularidades que venham a ser apuradas nas investigações em curso.
Às 14 horas, o manifesto será encaminhado aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Velloso, da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, e do Senado, Renan Calheiros, e ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. A manifestação das duas entidades representa o repúdio a eventuais acordos ou acomodações para proteger os culpados. Os organizadores do evento entendem que a situação atual exige mobilização do Judiciário e do Ministério Público para que não se viva a sensação de impunidade, de violação das leis e de crise da autoridade pública.
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