Os presidentes da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB) e da Associação Paraibana do Ministério Público (APMP) participam no próximo dia 17, em Brasília (DF), de manifesto contra a corrupção e a favor da ética na política. O ato reunirá integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público de todas as partes do Brasil na sede da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), localizada na Capital brasileira.

A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e a AMB são as entidades que estão organizando o manifesto. Os presidentes das entidades, João de Deus Duarte Rocha e Rodrigo Collaço, respectivamente, e os deputados Denise Frossard (PPS-RJ) e Carlos Sampaio (PSDB-SP) falarão sobre a crise atual aos demais participantes do manifesto. Ao final do at o, será divulgado manifesto contra a corrupção e a favor da punição dos culpados pelas irregularidades que venham a ser apuradas nas investigações em curso.

Para o juiz Marcos Salles, presidente da AMPB, a crise moral que permeia a classe política brasileira invadindo o Congresso Nacional, altas autoridades do Poder Executivo e parcela significativa de alguns partidos políticos, nos deixa perplexos e incrédulos perante o futuro da nação. “Ante a tal realidade, o Poder Judiciário deve assumir a responsabilidade de bus car, perante a sociedade, a edificação da credibilidade nas instituições brasileiras”, afirma.

Alexandre César, promotor de justiça e atual presidente da APMP, diz que é importante a participação de entidade s paraibanas no manifesto. “Devemos lutar contra a corrupção, não podemos ficar de braços cruzados diante à imoralidade administrativa que permeia no Congresso Nacional. Fora as exceções, que obviamente existem, é preciso expurgar os políticos que quere m apenas o enriquecimento ilícito”, completa.

O manifesto será encaminhado aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Velloso, da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, e do Senado, Renan Calheiros, e ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.

A manifestação das duas entidades representa o repúdio a eventuais acordos ou acomodações para proteger os culpados. A situação atual exige mobilização do Judiciário e do Ministério Público para que não se viva a sensação de impunidade, de violação das leis e de crise da autoridade pública.

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