A magistratura baiana, em resposta a acusações do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) contra integrantes do Judiciário local, reuniu-se na manhã desta quarta-feira, 11 de abril, no auditório do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), para realizar uma manifestação de repúdio ao comportamento do parlamentar. Motivado pelo afastamento do prefeito do município de Luís Eduardo Magalhães, Oziel Oliveira (PFL), ACM usou a tribuna do Senado no dia 4 de abril para atacar desembargadores baianos.

O presidente da AMB, juiz Rodrigo Collaço, que foi a Salvador para participar da manifestação, externou sua solidariedade a todos os magistrados baianos. “Neste momento presenciamos a crise das lideranças que se acostumaram a ter o controle dos poderes baianos. Vocês são protagonistas de um momento de libertação do Judiciário baiano”, disse Collaço.

O presidente da Amab e vice-presidente da AMB para Valorização Profissional e Defesa das Prerrogativas, Rolemberg Costa, lembrou que a AMB sempre se colocou à disposição da Amab quando solicitada e destacou que “a independência dos juízes não será revertida através de pressões”.

O presidente do TJ-BA, Benito Figueiredo, parabenizou a iniciativa e afirmou que o Judiciário baiano está unido e que não cederá a agressões gratuitas. “Estamos empunhando a bandeira da Justiça”, declarou.

Cerca de 100 juízes, servidores do Judiciário, advogados e demais operadores do Direito participaram do evento. A vice-presidente da AMB para Assuntos Culturais, Morgana Richa, e o presidente da Associação de Magistrados de Pernambuco (Amepe) e vice-presidente da AMB para Interiorização, Mozart Valadares Pires, também participaram.

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