Macapá (AP) conhece novas campanhas da AMB
Na noite de quinta-feira, 31 de maio, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceria com a Associação dos Magistrados do Amapá (Amaap), lançou em Macapá (AP) as duas mais novas campanhas da entidade: Mude um destino e Reforma Política: conhecendo, você pode ser o juiz dessa questão. O evento conjunto aconteceu no anfiteatro da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e contou com a presença de 150 pessoas.
Ao abrir a solenidade, o presidente da Amaap, Paulo César Madeira, destacou a importância do engajamento de toda a sociedade na reflexão dos temas propostos pelas iniciativas da AMB. “Estamos muito orgulhosos de poder receber as duas campanhas, certos de que podemos envolver toda a sociedade amapaense na discussão de assuntos tão relevantes”, afirmou. Compuseram a mesa da cerimônia, a presidente do Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Macapá (GEAD), Rosa Maria Tavares de Souza; a pró-reitora de ensino de graduação da Unifap, Eliane Superti; a presidente da Fundação da Criança e do Adolescente, Kátia Regina Balieiro de Souza e a assistente social Vânia Guerreiro, representando o juiz da Infância e da Juventude, César Pereira.
Os presentes puderam conferir a versão editada do documentário O que o destino me mandar , produzido pela jornalista Ângela Bastos, com apoio cultural da AMB. Em seguida, o coordenador nacional do projeto, Francisco Oliveira Neto falou ao público sobre a motivação para a realização da campanha e destacou a realização do concurso Mude um Destino, que premiará abrigos e magistrados que desenvolvam ações de condução de crianças e adolescentes de volta às famílias biológicas ou a um lar adotivo. “Com a Constituição de 1988, houve uma virada histórica na consolidação dos direitos das crianças brasileiras, especialmente no que diz respeito à convivência familiar. Passou a ser direito dos filhos estarem com seus pais e não apenas o contrário”, destacou.
Francisco de Oliveira Neto afirmou ainda o enfrentamento do problema das crianças abrigadas não é mais exclusividade do Poder Judiciário, mas deve ser tarefa de toda a sociedade. Na opinião do coordenador, é muito importante que todos se mobilizem em prol da elaboração de políticas públicas que permitam às crianças abrigadas em virtude da miséria a possibilidade de voltarem para suas famílias. “A grande maioria delas é vítima de exclusão social e os pais acabam obrigados a abandoná-las por falta de condições”, analisou, lembrando que debater a adoção também é papel importante da campanha.
Em suas considerações finais, ele agradeceu ao músico amapaense Zé Miguel, que compôs a canção O que o destino me mandar especialmente para a campanha e estava presente na platéia.
A presidente do GEAD salientou a importância da campanha. “É de atitudes como essa que as crianças e adolescentes abrigados necessitam. Basta que cada um faça sua parte para elas terem um futuro melhor”, enfatizou.




