Magistrado marcou a história do Judiciário ao julgar casos que ficaram na memória da Justiça

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lamenta a morte do desembargador Gilson Vitral Vitorino, no último domingo (21), em Lavras-MG. Ele ficou conhecido por julgar processos que compõem a história do Judiciário. A sua conduta em face da missão sempre inspirou gerações de juízes em busca da efetividade da Justiça.

O 22 de agosto de 1976 marcou a história do Brasil. Uma colisão de carro no quilômetro 165 da Rodovia Presidente Dutra, em Resende, culminou na morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). O acidente, que até hoje é envolto de histórias paralelas e mistérios, teve a marca de um magistrado: desembargador aposentado Gilson Vitral Vitorino. Esse foi apenas mais um dos grandes julgamentos conduzidos por Vitorino, que faleceu no último domingo (21), em Lavras (MG), onde morava desde que se aposentou. Coincidentemente na Avenida Juscelino Kubitschek.

A conclusão do magistrado no caso do ex-presidente é que tratou-se de acidente e o motorista da Viação Cometa, ônibus que atingiu o carro de JK, indiciado por homicídio culposo, foi considerado inocente. Em entrevista ao jornal “Estado de Minas”, há dez anos, Vitorino afirmou que a decisão foi baseada em provas técnicas. “O juiz tem de pensar com o que está escrito nos autos, não pode pensar em hipóteses. O processo tem o laudo feito pelos melhores peritos da época”, disse. À época do julgamento do acidente de JK, Vitorino tinha 35 anos.

Gilson Vitral Vitorino se aposentou em 2002. O sepultamento aconteceu na tarde desta segunda-feira (22) no cemitério da cidade.

Paula Andrade (Ascom/AMB)

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