A Escola da Magistratura da Ajuris e o Escritório Antena da Unesco no Rio Grande Sul lançaram o Projeto Justiça para o Século 21, na noite de quinta-feira (11/08), no auditório da Escola. O projeto contempla atividades de formação e mobilização social objetivando implantar, em caráter experimental, os princípios e práticas da Justiça Restaurativa no atendimento a adolescentes em cumprimento de medidas sócio-educativas e no enfrentamento da violência nas escolas de Porto Alegre.

Durante a apresentação, o juiz de Direito titular da 3ª Vara da Infância e da Juventude de Porto Alegre e Coordenador do Núcleo de Estudos em Justiça Restaurativa da Escola, Leoberto Brancher, expôs as ações do projeto. Ao contrário da justiça tradicional, que visa apenas a punição, a Justiça Restaurativa busca restaurar as relações afetadas entre os protagonistas do fato.

Leoberto disse ser uma grande responsabilidade gerir os R$ 100 mil doados por telefone por 10 mil gaúchos que votaram no projeto. Ele salientou que a data de início de implementação do projeto, sexta-feira seguinte ao lançamento, é significativa, porque marca um ano de existência do Núcleo de Justiça Restaurativa da Escola da Ajuris.

Também esteve presente no lançamento a Coordenadora em exercício do Escritório Antena da Unesco no Estado, Marisa Timm Sari, que manifestou satisfação de o projeto ter sido um dos dois escolhidos entre os 40 apresentados pelo Rio Grande do Sul. Marisa ressaltou a inovação do Projeto Justiça para o Século 21, que visa ao enfrentamento da violência nas escolas e abrange duas áreas reticentes a mudanças: justiça e educação.

O presidente da Ajuris, Carlos Rafael dos Santos, que falou no ato de lançamento do projeto, enfatizou que cada vez mais tem que se valorizar a idéia de rede, que gera eficácia, eficiência e justiça. "O mais difícil é dar o primeiro passo e hoje as entidades presentes ao evento estão dando esse primeiro passo".

O Projeto Justiça para o Século 21 será executado pelo Núcleo de Justiça Restaurativa da Escola da Ajuris, e viabilizado com recursos do Programa Criança Esperança, da Unesco/Rede Globo, mediante as parcerias locais da 3ª Vara do Juizado da Infância e da Juventude; do Projeto Justiça Instantânea; da FASE – Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do RS; da FASC – Fundação de Assistência Social e Cidadania; da SMED – Secretaria Municipal de Educação; da SMDHSU – Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana; da SMS - Secretaria Municipal da Saúde; do
CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; da SE – Secretaria Estadual de Educação e da Faculdade de Serviço Social da PUC – Pontifícia Universidade Católica do RS.

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