A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) promove “Ato Público de Repúdio à Corrupção”, hoje o, na Escola Superior da Magistratura, em Porto Alegre, a partir das 14 horas.

O evento conta com o apoio de entidades nacionais e locais ligadas ao Direito, como OAB, Associação do Ministério Público, Procuradoria Geral do Estado, Associação dos Defensores Públicos e Associação dos Procuradores do Estado e de entidades de outras áreas, como a imprensa, por meio da Associação Riograndense de Imprensa - ARI, Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão -Agert e Associação Nacional de Jornais -ANJ.

A presidente da Ajuris, Denise Oliveira Cezar, acredita ser necessária “uma firme tomada de posição contra escândalos que afetam a credibilidade das instituições e comprometem a atuação de setores da sociedade”.

Segundo ela, "a ocorrência de escândalos exige uma enérgica escalada cívica que reafirme a importância dos valores éticos e a credibilidade nas instituições, como condição essencial à preservação do Estado Democrático de Direito”.

O ato de repúdio à corrupção disponibilizará tribuna para a manifestação de autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e dos representantes das diversas entidades e instituições convidadas pela Ajuris.

Entre as primeiras entidades parceiras e autoridades já convidadas e confirmadas estão  OAB-RS, Associação do Ministério Público (Amprgs), Associação dos Defensores (Adpergs) ( Associação Riograndense de Imprensa (ARI),  Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) e a procuradora-geral do Estado, Eliana Graeff Martins, e Associação dos Procuradores do Estado (Apergs). Nesta semana, a Ajuris continua formalizando convites para o ato público.

A última edição do Jornal da Ajuris trouxe o editorial, excepcionalmente, publicado na capa. Sob o título "Combate republicano à corrupção", o editorial deplora que o Judiciário  seja atingido por atos suspeitos de corrupção por parte de uns poucos magistrados federais.

Ao mesmo tempo, a Ajuris opina que é motivo de conforto constatar que as operações da Polícia Federal só foram possíveis e bem-sucedidas porque houve, sempre, um magistrado autorizando as diligências - escutas telefônicas e ambientais, busca e apreensões, bloqueio de bens e de contas bancárias e, inclusive, prisão temporária. “Sinal inequívoco de que as instituições republicanas estão funcionando plenamente”, diz o editorial.

O editorial repudia qualquer tipo de generalização que atinja a magistratura como um todo, defende a apuração rigorosa dos fatos e, se for o caso, a punição dos culpados.

 

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