Juíza do trabalho relaciona Direito e música em livro
Direito e música se submetem à interpretação em campos variados. Essa constatação é profundamente abordada no livro Música & Direito – Uma Metáfora, da editora LTr. De autoria da juíza Mônica Sette Lopes, a obra será lançada nesta terça-feira, dia 10 de outubro, às 19 horas, no Auditório do Conservatório da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte (MG). A animação do evento ficará a cargo do trio de violinistas Micrômegas.
O livro parte de uma comparação entre a história da música e do Direito a partir da Grécia, buscando os inúmeros pontos em comum que existem entre estas duas formas de manifestação da cultura humana, especialmente da ocidental.
Se o legislador pode ser comparado ao compositor, que produz sua obra para gerar efeitos no futuro, o cantor-instrumentista, quando interpreta os sinais da partitura, equipara-se ao juiz que torna concreto o comando da lei. Mas há ainda um terceiro prisma de intérprete que é o público para o qual se destinam as artes dos músicos e o trabalho de legislador, juiz, advogados e estudiosos do direito.
O livro vem acompanhado de um CD que ilustra a evolução dos sons a partir da Idade Média segundo interpretação do trio de violonistas Micrômegas, composto por Guilherme Koeppel, Hamilton Oliveira e Ricardo Novais. Tudo isso se justifica pela importância de expressar as peculiaridades do conhecimento do Direito com o uso de outras mídias.
Mônica Sette Lopes é juíza do trabalho da 3ª Região, doutora em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (1992), e professora adjunta da UFMG.




