Mil mulheres de 153 países de todos os continentes do mundo foram escolhidas para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz 2005. Uma delas é a juíza Sueli Pini, do Amapá. Há dez anos, ela contribui para mudar o acesso ao Judiciário no Estado, levando a Justiça às áreas onde as pessoas residem, independentemente dos obstáculos e das distâncias geográficas e culturais. Milhares de cidadãos já foram beneficiados com a iniciativa.

Além de Sueli, outras 52 mulheres brasileiras concorrerão ao Nobel da Paz. Os nomes das candidatas foram divulgados na manhã desta quarta-feira, dia 29 de junho, no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista.

O Projeto 1000 Mulheres Para o Prêmio Nobel da Paz 2005 foi uma iniciativa da Fundação de Mulheres Suíças pela Paz, presidida pela parlamentar Ruth-Gaby Vermot-Mangold. Para a escolha das mil mulheres, a entidade observou critérios como a atuação na defesa pelos direitos humanos, na luta pelo desarmamento e no combate à violência e à discriminação.

A Fundação espera que o prêmio seja uma forma de reconhecimento do trabalho dessas mulheres e sirva de incentivo para toda a humanidade, superando a visão histórica de heróis masculinos, já que desde 1901 — quando foi criado o Nobel da Paz —, apenas 11 mulheres foram premiadas. 


 

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