A Polícia Civil do Rio de Janeiro fez uma live no início da noite desta terça-feira (28) em apoio a campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica. O evento contou com a presença da idealizadora do projeto e presidente da AMB, Renata Gil, do ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e de delegados da polícia.

O estado foi o quarto a lançar a campanha e Niterói foi o primeiro município parceiro do projeto. Schietti abriu o evento e ressaltou a importância de facilitar a comunicação entre as vítimas e a polícia.

“É fundamental o papel da Polícia Civil [no apoio à campanha Sinal Vermelho], porque são nas delegacias que elas buscam ajuda. O papel é ímpar e dá pelo menos um alívio para a vítima. Mostra que ela não foi abandonada pelo estado”, disse o ministro.

Para ele, o grande mérito dessa campanha é a participação da sociedade civil. “Nós vemos que os farmacêuticos e atendentes de farmácia estão aderindo. A violência doméstica sempre foi assunto do casal, mas hoje a sociedade está metendo a colher sim”, concluiu.

Renata Gil explicou que o combate à violência não é uma questão de direitos humanos ou de saúde, mas de segurança pública. “Os números me dizem isso”, disse. Ao conversar com o delegado Carlos Rangel, afirmou que as equipes policiais têm de estar preparadas para receber as vítimas.

“A polícia tem um espaço constitucional, se nós não ocuparmos este espaço, outros ocupam. Tem que começar de alguma forma, a Justiça não consegue abarcar tudo. Precisamos começar com o que a gente tem. Vocês policiais estão com a ponta e são a interlocução com a sociedade”, avaliou.

O delegado Carlos Rangel falou sobre a necessidade de criar um lugar de fala para as mulheres na sociedade. “Só vamos conseguir dar a verdadeira equidade a mulher na sociedade quando dermos um loco social nos espaços de poder”, concluiu.

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