Deputado catarinense apóia campanha pela reforma política
“A preocupação da magistratura brasileira com a reforma política é extremamente saudável para a consolidação da democracia em nosso país”. Estas são palavras do deputado estadual Joares Ponticelli (PP-SC) sobre a campanha Reforma Política: conhecendo, você pode ser o juiz dessa questão, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). O principal objetivo da iniciativa da entidade é mostrar à população a importância da participação dos cidadãos nos debates sobre a reforma, apresentando os principais pontos do sistema eleitoral brasileiro que podem sofrer alterações.
A campanha da AMB tem o apoio do parlamentar catarinense, que distribuirá 500 exemplares da cartilha sobre reforma política em Santa Catarina. “Vamos levar a cartilha a todos os recantos do estado, na pessoa de prefeitos, vereadores e outras lideranças que pretendam disputar mandato eletivo e que estão participando de cursos sobre formação política. Além, é claro, de encaminhar exemplares a cada um dos nossos 40 deputados estaduais”, explica Ponticelli.
Além disso, a Escola do Legislativo de Santa Catarina, da qual Ponticelli é presidente, promoverá no dia 1º de junho, no Auditório da Assembléia Legislativa do estado (Alesc), um seminário sobre a reforma política, cujo público-alvo são os vereadores estaduais.
Joares Ponticelli, que também é presidente do PP estadual e vice-líder da bancada na Alesc, concedeu entrevista ao Portal da AMB. Em trecho da entrevista, o deputado parabenizou a iniciativa da AMB e destacou que a cartilha da campanha “com toda a certeza, contribuirá, e muito, para o esclarecimento da sociedade brasileira sobre um tema de tão elevada importância.”
Confira abaixo a íntegra da entrevista:
Portal da AMB – Em sua opinião, qual a importância de a magistratura brasileira estar engajada pela reforma política?
Joares Ponticelli – A preocupação da magistratura brasileira com relação a este tema tão relevante é extremamente saudável para a consolidação da democracia em nosso país. Mostra que o Poder Judiciário está em perfeita sintonia com a alma do brasileiro e com sua realidade, mostrando não ser um Poder estanque. Trata-se de uma iniciativa altamente elogiável, sob todos os aspectos, e merece os nossos aplausos. A cartilha da campanha é um instrumento ágil, de fácil acesso e linguagem compreensivível para qualquer cidadão.
Portal da AMB – O senhor defende a participação da sociedade nos debates sobre esse tema? Por quê?
J. P. – É preciso que a sociedade não apenas escolha os seus representantes, mas que acompanhe de perto o que eles fazem em seu nome. Por uma falha do nosso sistema político – que talvez o voto distrital venha a sanar –, há atualmente um imenso hiato entre eleitor e eleito, fazendo com que questões vitais para o país acabem restritas a um grupo. Como se o processo eleitoral simplesmente terminasse no gesto de votar. A participação da sociedade na discussão deste tema palpitante resgata a interação do eleitor no processo e nas decisões nacionais.
Portal da AMB – O senhor acredita que há mesmo necessidade de uma reforma política no Brasil? Por quê?
J. P. – Penso que a reforma política é crucial e a mais importante de todas. O Congresso Nacional precisa ouvir o que a sociedade tem a dizer a respeito.O modelo atual está em total descompasso com a realidade brasileira e abre brechas para fatos lamentáveis, como os casos de corrupção.
Portal da AMB – Quais os pontos do sistema político/eleitoral que o senhor espera que sofram alterações?
J. P. – Há todo um elenco de questões, mas destaco o tema da fidelidade partidária e o do voto distrital. Sem essas providências, continuará aumentando o fosso entre o povo e os políticos e o enfraquecimento dos partidos políticos. Vale dizer, o enfraquecimento do sistema democrático.
Portal da AMB – O senhor acredita que a reforma política aconteça ainda nessa legislatura?
J. P. – Sinceramente, espero que sim. E os mais interessados são, com certeza, aquelas lideranças que irão disputar as eleições municipais de 2008. Eles seriam os primeiros a testar o sistema na primeira eleição pós-reforma.




