Professor titular do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), José Márcio Camargo é sócio da empresa de consultoria Tendências. Também é consultor de organismos internacionais como o Banco Mundial (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

AMB – Qual a importância de um evento como o que está sendo organizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros?
José Márcio Camargo –
Eventos desse tipo podem ser bons espaços para a discussão de assuntos importantes para os magistrados, que são participantes diretos da legislação brasileira. Esses encontros ampliam os debates sobre como melhorar o desenvolvimento do país, inclusive no que se refere ao desemprego e à informalidade.

AMB – O que o senhor abordará em sua exposição?
José Márcio Camargo –
Farei uma análise de cunho econômico sobre a minha percepção em relação ao impacto da aplicação das leis trabalhistas no mercado brasileiro. Falarei sobre como reagem trabalhadores e empresários diante dessa legislação e as conseqüências dessa relação de trabalho, como a redução da produtividade e os problemas na economia do país.
 
AMB – Qual a relevância de se debater o tema “Judiciário e Relações de Trabalho” a partir dos dados fornecidos pela Pesquisa AMB 2006?
José Márcio Camargo –
Pesquisas desse tipo são muito importantes para se conhecer a posição de uma categoria sobre temas relevantes. Porém, sua interpretação é muito difícil, e as conclusões podem até exercer influência na opinião dos envolvidos sobre certas questões.

AMB – O senhor concorda com a ampliação da competência da Justiça do Trabalho, instituída pela Emenda Constitucional nº 45/04?
José Márcio Camargo –
Discordo, porque a Justiça do Trabalho já tem responsabilidade sobre muitos processos, o que a torna extremamente demorada. A ampliação da competência desse ramo da Justiça só a tornará ainda mais lenta.

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