Integrantes da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) se reuniram em Brasília na manhã desta quinta-feira (3). A juíza Raquel Braga, que faz parte da Comissão de Direitos Humanos da AMB, representou a entidade. De acordo com a magistrada, durante o encontro, foi apresentado um histórico sistematizado com dados estatísticos e casos relacionados ao trabalho escravo registrados no país desde a década de 1970.

A partir do histórico, será realizado um seminário interno, promovido pela Conatrae, com o objetivo de extrair linhas de ação para fortalecer o combate ao trabalho escravo no país. “A principal conclusão que chegamos é que, embora haja uma atenção voltada para a erradicação do trabalho escravo, se nota que há muito por fazer, principalmente para combater situações que envolvem o trabalho infantil, rural, que são inaceitáveis”, destacou a juíza Raquel Braga.

Ainda durante a reunião, os integrantes da Conatrae prestaram total solidariedade aos auditores fiscais do Ministério do Trabalho, cujo quadro reduzido impede a ampliação da fiscalização do trabalho escravo no país.

Criada em 2003, a Conatrae é um órgão colegiado vinculado à Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República. Sua função é monitorar a execução do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, que contém 76 ações e cuja responsabilidade de execução é compartilhada por órgãos do Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, entidades da sociedade civil e organismos internacionais.

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