Comitê pela Ética realiza ato cívico com candidatos
"É um começo democrático para a maior manifestação de cidadania. Aquele momento em que desaparece as diferenças sociais entre cidadãos. A hora do voto". É assim que as instituições que compõem o Comitê pela Ética e Contra a Corrupção classificaram o ato cívico que foi realizado nesta quinta-feira, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia. O ato cívico se constituiu também no primeiro encontro entre todos os candidatos a cargo majoritário na eleição desse ano e teve o objetivo de comprometer os candidatos com uma campanha limpa, sem agressões, sem compra de votos e com massificação das propostas.
O Comitê pela Ética e contra a Corrupção é uma iniciativa da OAB e da CNBB em nível nacional, mas em Rondônia congrega ainda, além dessas duas instituições, a Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia - Ameron, o Ministério Público Eleitoral, federal e estadual, o Sindicato dos Jornalistas, Igrejas Evangélicas e Movimentos Sociais. "Esse trabalho é um esforço dessas entidades de classe para, de um lado, conscientizar o eleitorado sobre a importância do voto e torná-la parceira no trabalho de fiscalização; e de outro, alertar aos candidatos para trabalhar dentro dos ditames da Lei, sob pena de não alcançar seus objetivos", explicou o coordenador do Comitê, advogado Romilton Marinho.
Durante a abertura do evento, o presidente da Ameron, Álvaro Kalix Ferro, ressaltou a importância do momento “em que as entidades presentes vêm a público firmar o compromisso com a cobrança da postura ética dos candidatos e o cumprimento da Legislação Eleitoral. Porque a vontade popular se busca no voto e este é o anseio de todos, dos magistrados de Rondônia e do Brasil”, disse.
Como foi
Após lido, o termo de compromisso foi assinado pelos candidatos e pelos presidentes das agremiações partidárias. Cada candidato a governador teve o tempo de seis minutos para explanação
Na seqüência realizou-se o sorteio das seis perguntas que as entidades fizeram aos candidatos. Cada entidade abordou um tema específico: o Conselho Regional de Medicina fez uma pergunta sobre saúde; a Central Única dos Trabalhadores sobre educação; o Sindicato dos Jornalistas fez uma pergunta sobre como cada candidato pretende utilizar a comunicação como ferramenta indispensável ao desenvolvimento do Estado; o Conselho Regional de Contabilidade perguntou sobre as propostas para implementar áreas de lazer para a população e o representante das Igrejas Evangélicas perguntou sobre as propostas para a segurança pública.




