Cirurgia plástica é tema de palestra em Congresso Nacional de Pensionistas
A programação do terceiro dia do IV Congresso Nacional de Pensionistas da Magistratura contou com duas palestras. A primeira delas, “A Tutela Preventiva na Proteção dos Animais”, foi proferida pela professora, mestre em Direito, Lúcia Frota Pestana.
O tema da tutela preventiva na proteção dos animais – que nada mais é que a proteção jurídica das espécies – foi o tema da dissertação de mestrado da professora. “Eu busco sensibilizar o ser humano em relação ao sofrimento e à crueldade que são praticados de modo abusivo e ilegal. A cada três horas, uma espécie se extingue no mundo”, comentou, citando uma reportagem jornalística.
Segundo ela, “o homem tem de ser o guardião da biosfera, e não um ‘hóspede’ mal educado, que destrói o planeta”. Durante a palestra, Lúcia Pestana exibiu imagens de animais maltratados e comoveu o público.
O belo
A segunda conferência do dia estava programada para ser proferida pelo maior cirurgião plástico brasileiro, Ivo Pitanguy. Entretanto, o médico teve de viajar para participar de um evento no exterior. Coube a um de seus assistentes, Luiz Victor Carneiro Júnior, falar sobre “Beleza e o Tempo”.
O cirurgião falou sobre as mudanças que o conceito do belo sofre ao longo dos tempos. “Cada tempo tem sua noção própria do que seja belo, da beleza”, explicou às pensionistas e demais presentes. “Cada raça tem seu conceito de belo, cada etnia tem uma beleza particular, que deve ser preservada”, completou.
Luiz Victor Carneiro Júnior também falou sobre a relação entre paciente e médico. “Esse relacionamento tem de ser bom, de honestidade e confiança”, frisou. Segundo ele, muitas vezes, “o cirurgião plástico é visto como um artista, quase como um mago, capaz de provocar transformações mágicas na vida da pessoa”.
Para o médico essa noção é errada. “Na verdade, o cirurgião plástico é um escravo da forma e da anatomia e tem de respeitar as ‘leis’ e funções do corpo do paciente. O artista tem o pincel e a tela em branco, já o cirurgião tem o pincel, mas a tela não está em branco”, comparou.




