Cientista política faz reflexão do Sistema Eleitoral Brasileiro
Durante o lançamento da campanha “Operação Eleições Limpas”, no dia 10 de maio, em Brasília (DF), a jornalista e cientista política Lucia Hippolito apresentou uma palestra sobre o Sistema Eleitoral Brasileiro.
Lucia Hippolito iniciou a palestra falando da importância da democratização da informação. Abordou diversos temas, como voto proporcional, coligação e fidelidade partidária, respondendo várias perguntas. Confira os principais pontos tratados e respostas dadas pela cientista política.
Reforma política – “Sendo tratada como se fosse resolver todos os problemas, não transformará cafajestes em cavalheiros. Certos aperfeiçoamentos devem ser feitos, e como recusa-se o “pacotão” (reforma política) não colocamos nada no lugar.Em alguns países aos poucos foram feitos pequenos aperfeiçoamentos a ponto de olharem para trás e dizerem: Fizemos uma reforma política”.
Controle do voto – “O problema do eleitor não é esquecer em quem votou e sim não saberem quem foi eleito com seu voto”.
Desempenho da Justiça Eleitoral – “Vem desempenhando o papel de legislar (interpretando a Lei Eleitoral). Já que os políticos não cumprem seu papel”.
Desconfiança sobre órgãos de pesquisa – “Pesquisa não ganha eleição, influencia votos indecisos e também tem a função de esclarecer. Exemplo é o caso de gente considerada eleita por pesquisa e que no outro dia tem resultado negativo”.
Financiamento de eleições – “Onde haja eleição, há problemas com caixa dois. A única solução é entrar de holofote. Se começarmos a fiscalizar gastos de campanhas haverá luta por transparência, mas dificilmente isso acabará”.
Campanha de reeleição – “Será a máquina usada por aqueles que têm o poder na mão? Temos Lei permitindo a reeleição, mas que não obriga o candidato a renunciar, é necessário impedir que condições sejam desiguais entre os candidatos. É difícil distinguir ato de governo de ato de campanha. Acabar com a reeleição? Aperfeiçoar talvez”.
Verticalização nas Eleições – “Não vejo coerência em alianças por debaixo do pano e que burlam a lei”.
Voto Obrigatório – “Penso que o voto é um dever. O perigo que ocorria com o voto voluntário seria a atuação de políticos clientelistas”.
Atuação de movimentos sociais – “Atentar que movimentos como Sem Terra e Ong’s, por exemplo, conquistam altos recursos públicos e...quem os elegeu?
A jornalista mencionou projeto do senador, Valdir Raupp (PMDB- RO) aprovado em dezembro de 2005. Tem o objetivo de possibilitar aos eleitores que justificam o voto (por não estarem em domicílio eleitoral) o direito de votar em presidente. Criticou a falta de interesse da Câmara em colocar o projeto em prática e por não se interessarem em assuntos relevantes.
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