O programa Casos de Justiça, que vai ao ar nesta quarta-feira, 27 de setembro, às 19 horas pela TVE Brasil, tem como personagem o sindicalista italiano Pietro Mancini, integrante do grupo Autonomia Operária.

Ele organizou e, participou das lutas dos operários, estudantes e desempregados ao longo da década de 1970. Sociólogo formado pela Universidade de Trento ao terminar sua graduação organizou, na Federação Italiana dos Trabalhadores Metalúrgicos, participou com outros jovens intelectuais da organização do movimento estudantil em Milão. Mancini afirmou que nunca participou de ações violentas, mas foi condenado pela Justiça italiana, em 1998, a 19 anos de prisão.

Ao contrário de outros militantes políticos, que fugiram da Itália, Pietro Mancini veio para o Brasil antes de ser perseguido pela Justiça italiana. No bairro carioca de Botafogo, Mancini possui uma produtora de vídeo e cinema para publicidade. Ele se naturalizou no Brasil e tem uma filha, Luna, de 25 anos.

Mancini foi preso no Rio por agentes da Interpol e ficou preso por seis meses. O Governo Italiano pediu a extradição de Mancini, mas depois de uma batalha judicial, e de apoio de grupos como o Tortura Nunca Mais, o Supremo Tribunal Federal negou a extradição. O relator do caso, ministro Marco Aurélio baseou sua tese na questão: “O que é terrorismo? O que é crime político?”. No caso de Mancini venceu a tese de crime político e a legislação brasileira não permite a extradição nestes casos.

Em "Casos de Justiça" são contadas histórias reais e que envolvem pessoas diversas, mas com algo em comum: todas tiveram seus destinos alterados pela ação da Justiça. O programa, com duração de 30 minutos, conta com o apoio da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj).

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