Associativismo da magistratura brasileira é divulgado na França
O juiz Carlos Gustavo Vianna Direito, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), está na França desde fevereiro de 2006, onde produz sua tese de doutorado. Mas ele também tem aproveitado a oportunidade para divulgar entre os juízes franceses o movimento associativo da magistratura brasileira, sobretudo o trabalho realizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Durante um encontro da União Sindical dos Magistrados (USM), a maior aglomeração sindical de magistrados na França, Vianna Direito foi convidado a fazer uma exposição sobre o sistema associativo brasileiro. Em sua fala, que depois foi transcrita e remetida a cerca de 1.500 magistrados de todo o país, o juiz falou sobre a AMB e divulgou o portal da entidade. “A recepção foi a melhor possível e todos ficaram impressionados com a nossa estrutura e com o nosso desempenho”, ressaltou.
Ele desenvolve estudo comparado sobre o Direito Administrativo Regulatório no Brasil e na França no Centro de Estudos de Direito Administrativo da Universidade de Montpellier I. “A iniciativa de desenvolver esse trabalho foi pessoal, mas tive o apoio da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) após ter recebido o convite. Da mesma forma, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da sua administração, apoiou o meu projeto e incentivou a minha ida para a França”, conta Vianna Direito.
Uma vez na França, o magistrado obteve a oportunidade de realizar um estágio na Corte de Apelação de Montpellier. Vianna Direito acompanha os julgamentos dos recursos pela Corte e participa das deliberações realizadas pelos integrantes do órgão após as audiências.
O juiz ressalta a importância de sua experiência. “A vivência no exterior, o mergulho numa outra cultura, permite aguçar o senso crítico em relação aos nossos problemas internos e permite, também, reconhecer que estamos numa excelente situação em termos de estrutura e de organização judiciária”, alerta.




