Magistrados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste tiveram a oportunidade de apresentar, nesta sexta-feira, 18 de agosto, sugestões, críticas e dúvidas à Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Neste dia, foi realizada a sexta etapa do Programa de Interiorização da entidade durante o VI Encontro de Presidentes de Associações de Magistrados das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, promovido na cidade goiana de Caldas Novas. Além dos presidentes de associações que participavam do encontro, estiveram também presentes magistrados das cidades goianas de Caldas Novas, Morrinhos e Goiânia.

O vice-presidente da AMB para Interiorização, juiz Mozart Valadares Pires, expôs as metas do programa aos associados e ouviu dos presentes queixas, críticas e sugestões para melhor direcionar o trabalho da Associação.

Em outros pontos do discurso, Mozart Pires lembrou que a entidade fez várias campanhas para a sociedade, deixando de se concentrar somente em interesses da classe. Lembrou, no entanto, a luta da AMB nas conquistas dos magistrados, como a manutenção da composição dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Para Wilson da Silva Dias, presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), a presença da campanha em território goiano demonstra a nova cultura da entidade nacional. “Muitos juízes, principalmente no interior, só conhecem o trabalho da AMB por intermédio do site ou do jornal da entidade. Agora, os magistrados goianos terão maior acesso à Associação, para criticar ou sugerir”, destacou.

Na avaliação de Marcos Coelho de Salles, presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), a AMB acertou ao idealizar o Programa de Interiorização. “Em todas as esferas de poder, e não somente no Judiciário, o federalismo brasileiro é muito centrado em Brasília. A AMB percebeu isso em boa hora, e rompeu este paradigma, indo para o interior e se aproximando de onde estão os problemas dos juízes”, salientou. Marcos Salles, cuja associação recebeu a campanha em maio deste ano, observou que já foram vistos efeitos práticos da idéia na Paraíba. “Um magistrado questionou o processo seletivo para a realização de cursos da AMB. Hoje, o processo seletivo comunica antes qual o critério adotado.”

Alaide Maria de Paula, representante da Associação dos Magistrados do Amapá (Amaap) no evento, lembrou que toda entidade que recebe o programa se sente mais valorizada. “Isso levanta a auto-estima do magistrado, e faz com que ele sinta sua adesão à AMB justificada”, destacou. Ela também aproveitou para sugerir a realização, no Amapá, de mais uma etapa do programa. Durante o discurso, o vice-presidente de Interiorização destacou que “qualquer entidade filiada à AMB que queira receber o programa será bem-vinda”.

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