AMB apoia desenvolvimento de game sobre violência contra a mulher

Ferramenta gratuita promove conscientização
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) apoiou o desenvolvimento do Mobi Game, jogo de celular que busca conscientizar sobre violência contra a mulher e relacionamentos abusivos. São cinco tipos de violência explicadas de forma didática: física, sexual, psicológica, moral e patrimonial. Cadastre-se e jogue gratuitamente aqui.
Participante do projeto, a juíza da 3ª Vara da Comarca de Adamantina Ruth Duarte Menegatti se reuniu na quarta-feira (8) com representantes da Educação, empresas do município, associações, Polícia Militar e religiosos para falar sobre o jogo.
No encontro, falaram sobre a Resolução nº 255 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que fala sobre medidas para promover a igualdade de gênero no ambiente institucional. O trabalho é parte da iniciativa AMB Mulheres, que atua em prol de magistradas e de mulheres e meninas em situação de violência.
O game conta a história de duas personagens. Penha está numa relação violenta com o namorado, Zé, e a amiga, Luana, quer ajudá-la. É aí que entram os jogadores: cada um decide o que Luana vai fazer. Assim, o game ensina a ouvir e amparar as vítimas. “As situações são inspiradas em histórias e padrões de comportamentos reais”, afirma a magistrada.
Dessa forma, o jogo lança desafios com perguntas diretas para os participantes que escolhem como cada uma deve agir diante das situações apresentadas. “Foi justamente tratar por intermédio de um instrumento divertido um tema extremamente pesado e muito importante”, explica.
“Como juízas de Direito, nós percebemos a necessidade de enfrentamento da violência doméstica durante o isolamento. A retirada do acesso aos locais que protegeriam a vítima fez com que campanhas como Sinal Vermelho fossem desenvolvidas pela associação. Nós pensamos, então, em tentar aliar a tecnologia, que disparou no isolamento e voltá-la para questões humanas”, declara Ruth.
O jogo usa linguagem simples e dinâmica e é voltado para mulheres a partir de 18 anos. Foi desenvolvido pela startup Arbache Innovations, signatária do Programa Ganha-Ganha da ONU Mulheres, e pelo Coletivo HubMulher, do qual a juíza faz parte.




