O presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), Antônio Horácio da Silva Neto, membros da diretoria e juízes associados participaram hoje, 19/06, do posicionamento público de defesa do Poder Judiciário, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) simultaneamente, nas 79 Comarcas do Estado. A ação foi coordenada pelo presidente do TJ-MT, desembargador Paulo Inácio Dias Lessa, que discursou às autoridades dos três Poderes, servidores e profissionais da imprensa, no Plenário III do Palácio da Justiça.

A logomarca institucional “Poder Judiciário MT”, com o slogan “Importante para cidadania, Importante para você” foi apresentada no mesmo horário, 9 horas, com o objetivo de demonstrar o esforço do Judiciário mato-grossense em aproximar-se cada vez mais da sociedade e buscar uma Justiça mais célere e efetiva.

A Amam designou representantes para coordenar a ação nas principais Comarcas do Estado. Rodrigo Roberto Curvo, no Fórum da Capital, Agamenon Alcântara Moreno Júnior, no Fórum de Várzea Grande, Eulice Jaqueline da Costa Cherulli, em Rondonópolis, Maria das Graças Gomes da Costa, em Sinop, Jeverson Luiz Quinteiro, em Barra do Garças, Ângela Regina Gutierres Gimenez, em Tangará da Serra, e Christiane da Costa Marques Neves, em Cáceres.

Segundo Antônio Horácio, o apoio da Amam à iniciativa é integral. “É importantíssima para dar a transparência necessária ao Poder Judiciário, mostrando que os serviços por ele prestados são vitais para a democracia”, afirmou. “Poder Judiciário forte é o principal instrumento para a defesa do Estado Democrático de Direito”, ressaltou.

Para o presidente do TJ-MT, a data é histórica. “Hoje é um dia especialmente importante e singular na História de Mato Grosso”, afirmou ressaltando que a Justiça tem sido uma das instituições mais questionadas do País e que as questões devem ser tratadas sem fobia.

Paulo Lessa concordou que a morosidade e a linguagem ininteligível usada pelo Poder Judiciário ainda são mazelas, as quais considerou “irrefutáveis”. “A morosidade irrita quem precisa de Justiça”, afirmou. De acordo com Lessa, as mazelas não podem ser motivos para a desqualificação da magistratura.

Paulo Roberto Jorge do Prado, Procurador-Geral de Justiça, e Luciana Serafim da Silva Oliveira, da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT) parabenizaram a administração do TJ-MT pela iniciativa.

Para Paulo Prado, é preciso um esforço conjunto das instituições para esclarecer a população sobre leis que muitas vezes determinam decisões de promotores, juízes, defensores. “A opinião pública, por não conhecer as leis, começa a generalizar a postura desses servidores”, explicou.

Luciana Serafim afirmou que Judiciário forte é advocacia forte. “Somos aguerridos operadores do Poder Judiciário. O advogado carrega as angústias do cidadão que quer justiça”, afirmou.

Segundo Luciana, o Poder Judiciário brasileiro vem perdendo credibilidade. “Estamos à frente apenas da polícia e dos políticos e isso é inadmissível”, afirmou. “Por isso, a OAB está aqui para colocar-se como parceira desta iniciativa para garantir os direitos do cidadão e fortalecer os alicerces que promovem a paz social”, concluiu.
 

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