A Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam) lança hoje a campanha Mude um Destino, em favor das crianças e adolescentes que vivem em abrigos, às 8h30, no auditório do Fórum da Capital, em Cuiabá. O lançamento da campanha idealizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) será realizado em parceria com a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e Grupo de Ação Social do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Gasjud), durante o Encontro de Magistrados, Servidores e Equipe Técnica das Varas de Infância e Juventude do Estado de Mato Grosso, nos dias 24 e 25 de maio, Dia Nacional da Adoção.

Participam da solenidade integrantes dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, Ministério Público, profissionais da imprensa e dirigentes de abrigos e lares da infância e adolescência, além do coordenador nacional do projeto e secretário-geral adjunto da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Francisco de Oliveira Neto.
Segundo o presidente da Amam, Antônio Horácio da Silva Neto, o objetivo é mostrar à sociedade a realidade das crianças e jovens que vivem em abrigos, que é desconhecida pela maioria. “A intenção é incentivar o retorno desses jovens à família biológica, e estimular a prática da adoção”, afirma ressaltando que a iniciativa busca ainda orientar os dirigentes de abrigos sobre a legislação que trata do assunto.

A campanha foi lançada nacionalmente pela AMB no dia 14 de março, em Brasília, e conta com material de divulgação composto por folder explicativo, cartilha com o passo a passo do processo de adoção, livreto com a legislação sobre o assunto, dois cartazes e uma cópia em DVD do documentário “O que o destino me mandar”, dirigido pela jornalista Ângela Bastos com o apoio da AMB.

Prêmio Mude um Destino

Entre as várias ações promovidas pela AMB, uma das mais importantes é o prêmio “Mude um Destino”, que conta com o apoio de renomadas instituições que atuam na área da garantia dos direitos da criança e do adolescente.

A idéia é premiar iniciativas bem-sucedidas que promovam o retorno das meninas e dos meninos abrigados ao lar natural, destacando a concepção de que o abrigo não é um lugar para permanência definitiva, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A premiação contempla duas categorias.

- Poder Judiciário: em que poderão concorrer órgãos do Judiciário, como Tribunais de Justiça, Corregedorias Gerais de Justiça, Comissões de Adoção, Juizados ou Varas da Infância e Juventude. A premiação será feita na pessoa do magistrado.

- Abrigos: que compreende todas as entidades de atendimento; como casas lares e casas de passagem que tenham sob sua responsabilidade crianças e adolescentes em regime de abrigo.

Além de reconhecer as iniciativas de sucesso, ao conceder o prêmio a AMB também se compromete a dar visibilidade a essas práticas, para que as mesmas possam ser replicadas em outras instituições.

O regulamento do concurso está disponível no Portal da AMB, www.amb.com.br, e no hotsite criado especialmente para divulgar todas as ações do movimento. As inscrições para o concurso foram prorrogadas e vão até o dia 1o de julho.

A comissão julgadora do prêmio será composta pelos seguintes integrantes: Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, Secretário-Geral Adjunto AMB; senadora Patrícia Saboya; Patrícia Lamego, da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH); Enid Rocha, da Secretaria Nacional de Articulação Social; Mary Ann das Graças Furtado e Silva, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção de Santa Catarina (CEJA/SC); Maria Luiza A. Moura Ghirardi, do Instituto Sedes Sapientiae; Carlos Eli Souto de Abreu, da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI); e José Carlos Consenzo, da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP).

Prêmio de jornalismo - Jornalistas que produzirem matérias de excelência sobre o tema da campanha poderão concorrer na quarta edição do Prêmio AMB de Jornalismo, que será lançado no segundo semestre deste ano.


 

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