A Academia de Letras da Magistratura Piauiense (Almapi) reuniu-se na noite de sexta feira 24, para dar posse à desembargadora Rosimar Leite Carneiro na cadeira vinte e nove, que tem por patrono Manoel Castelo Branco e lançamento do livro "A Prisão Provisória Perante os Direitos Fundamentais" do acadêmico e magistrado Valério Chaves Pinto. Os trabalhos da solenidade foram dirigidos pelo Presidente desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho.

Presentes ao ato solene o acadêmico e desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar, Corregedor Geral da Justiça; Dr. Celso Barros Coelho, representante da APL; acadêmicos da Almapi: desembargadores Nildomar da Silveira Soares; Fernando Caevalho Mendes; Joaquim Bezerra Feitosa; José Bonifácio Júnior; João Batista Machado; José Soares de Albuquerque; Tomaz Gomes Campelo. Juizes Sebastião Ribeiro Martins, presidente da Associação dos Magistrados Piauienses; Oto Lustosa, José Alves de Paula; Orlando Pinheiro Martins e Dr. Valério Chaves Pinto; familiares, amigos da novel acadêmica. Para deleitar os presentes, o promotor de Justiça, Dr. Walter Henrique, ao som do seu violão encantou a todos com boa música. Após a leitura dos termos de posse e sua assinatura, o esposo da desembargadora Rosimar Leite, José Ribamar Matias Carneiro, passou às mãos da mais nova membro da Almapi, o seu diploma.
   
O desembargador Brandão de Carvalho, Presidente da Academia de Letras da Magistratura Piauiense designou, para saudar a novel acadêmica, o desembargador Joaquim Bezerra Feitosa que iniciou seu pronunciamento saudando os desembargadores, convidados e Familiares da desembargadora Rosimar Leite Carneiro. Feitosa lembrou que Nova lorque (MA), Floriano e Teresina (PI), foram as três mais importantes cidades na sua formação cultural e da nova acadêmica, que desde menina à sua maturidade como mulher adulta, corajosa, inteligente sempre atingiu com sucesso seus objetivos.

Emocionado o desembargador Joaquim Feitosa falou que na noite de sua acessão Egrégio Tribunal de Justiça foi desembargadora Rosimar Leite que fez a saudação – "No dia 6 de dezembro de 2005, a Senhora apresentara em bonito discurso neste Plenário, na minha posse social como Desembargador, inesquecível saudação a este então novo colega nesta Corte de Justiça". Complementou dizendo - "Hoje, 24 de agosto, depois de 5 dias dos meus 71 anos de idade, ocorrido no dia 19 de agosto aqui estou para recebê-la nesta Sessão Solene da Academia de Letras da Magistratura Piauiense, na Cadeira N° 29, cujo Patrono é o acadêmico Manuel Castelo Branco. Estou feliz, muito feliz! Parabéns". Finalizou  o orador.

A recém empossada acadêmica Rosimar Leite iniciou seu discurso com um pensamento de autor desconhecido: "Os homens passam como as flores, que pela manhã desabrocham e a tarde murcham, caem e são calcadas pelos transeuntes". Continuou falando que desde a fundação do mundo, o homem desejou imortalizar-se quando foi colocado por Deus no jardim do Éden,  e fez uma citação bíblica - "E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal". (Gênesis 2: 9).

A acadêmica falou que séculos e séculos se passaram e os homens se reuniram em escolas para discutir temas, teses, desenvolver argumentos que se transformaram em frase célebres que até os dias de hoje são citadas. Rosimar disse - "Quem não lembra da célebre frase de Sheakspeare: ´Ser ou não ser eis a questão´; ou de Sócrates: ´Penso, logo existo´". Lembrou a desembargadora. Ela disse ainda que - "Foi na palavra escrita, falada, em sua profundidade, na mais bela e sublime interpretação que o homem concluiu que poderia ser um imortal. Surgiram então as Academias de Letras, e os homens, então, abriram as suas mentes, almas, corações e derramaram através da tinta da pena suas queixas, suas paixões, desilusões, seus amores, seus conceitos sobre a vida, sobre valores que eternos. O homem busca constantemente aprimorar seus conhecimentos. As Academias existem como forma de preservá-los. É como não se permitir dispersar o que de melhor a nossa mente oferece, e registrar com o toque mais profundo da nossa alma", enfatizou Rosimar Leite.

Rosimar lembrou ainda o que falou no início de seu pronunciamento: - "o homem conseguiu imortalizar-se pelas letras, porque concluiu que tudo passa. Todavia, não esqueçamos de que poderemos ser duplamente imortais, pois está escrito nas Sagradas Escrituras: o mundo passa e sua cobiça, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”, finalizou a novel acadêmica.

O eventou contou com o lançamento do livro "A PRISÃO PROVISÓRIA PERANTE OS DIREITOS FUNDAMENTAIS", de autoria do membro da Academia de Letras da Magistratura Piauiense e Juiz de Direito titular da 4ª Vara Criminal da Comarca de Teresina, Dr. Valério Chaves Pinto.

Valério Chaves é jornalista, advogado e militou no foro judicial antes de ingressar na magistratura estadual, foi membro do Conselho Penitenciário do Estado do Piuauí; atuou no rádio e no jornalismo de Teresina. Como Juiz de Direito serviu como titular das comarcas de Alto Longá, Luzilândia e Oeiras, sendo promovido para Teresina em 1994. É membro da União Brasileira de Escritores -UBEs/PI  e da Academia de Letras da Magistratura Piauiense, ocupando a cadeira n°. 26.

Além de vasto acervo de publicações sobre temas da área jurídica na atualidade em revistas e em obras coletivas, Valério Chaves tem publicado poesias, artigos, crônicas, monografias, palestras e participado de importantes congressos jurídicos em todo o país. Dentre suas obras estão: "O Direito de Morrer Legalmente"; "E os Defuntos Também Votaram"; "Quando o Juiz é Ladrão e Não Sabe"; "O Aborto e a Liberdade da Mulher"; "Crime de Necessidade"; "A Mentira nos Tribunais"; "Corrupção por Atos de Agentes Públicos"; "UTI dos Presídios"; "O Poder Judiciário e a Segurança Pública"; "Interrogatório do Réu como Meio de Prova e de Defesa" e "Os Portos Como Fator de Desenvolvimento Nacional".

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