Motivados, Magistrados retornam à AMB
“Essa foi a primeira vez que vi um presidente fazer um convite”, diz Juíza mineira
Durante 10 anos, a Juíza Cecília Natsuko Miahira Goya, da Comarca de Campanha (MG), fez parte dos quadros da AMB, mas se afastou, insatisfeita com os rumos da gestão. Agora, com a nova gestão, a Magistrada, que tem 21 anos de carreira, acredita que será diferente. “Gostei muito do convite que o presidente Calandra fez para o retorno a AMB. Essa foi a primeira vez que vi um presidente fazer um convite. O que mais me motivou a voltar fazer parte da associação foi o próprio pedido do Calandra e o que ele propôs para a Magistratura durante a campanha”, revelou Cecília.
Quem também estava desmotivado com os trabalhos da Associação era o Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ademir Paulo Pimentel. De acordo com o Magistrado, que tem 37 anos de carreira, a desfiliação da AMB ocorreu porque não estava satisfeito com os rumos da entidade.
“Não queria uma associação corporativa, que defendia Magistrado cuja conduta seja moral, ética e juridicamente reprovável. Quero uma Associação que defenda os interesses superiores da Magistratura”, defendeu.
Desde o último dia 29, o Desembargador Ademir Paulo Pimentel decidiu voltar à AMB. A refiliação aconteceu na sala da AMB, que foi reaberta recentemente pelavice-presidente de Direitos Humanos, Renata Gil, na sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). “Com a nova diretoria aguardo um novo tempo para a Magistratura brasileira. Essa mudança já se percebe na conduta do presidente Calandra que reacende a chama da esperança para a classe”, aprovou.
Magistrada há sete anos, em Uberaba (MG), a Juíza Juliana Beretta decidiu, no último dia 30, filiar-se à AMB. “Eu me filie depois de ter computado o trabalho da pelo presidente Calandra. O trabalho dele à frente da AMB está chamando a atenção de toda a Magistratura, defendendo, por exemplo, que a Justiça eleitoral não saia da Justiça estadual e a recomposição dos subsídios”, disse a Juíza, ao informar ainda que o desejo de toda a Magistratura é que o presidente Calandra continue lutando pelas prerrogativas da classe.
Recém-empossada, em Goiânia, a Juíza Sylvia Amado Pinto Monteiro filiou-se, no AMB no jornal AMB Informa, foi um atrativo a mais, fora a admiração que tenho dia 24 de março, na sede da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego). “Tomei posse em janeiro e espero que o presidente Calandra defenda os nossos interesses”, disse a Magistrada.
A campanha de filiação e refiliação dos Magistrados foi lançada no dia 2 de fevereiro,durante a primeira reunião do Conselho Executivo da AMB, em Curitiba. Até o dia 30 de março, 129 Magistrados aderiram ao projeto da Associação, cujo objetivo é ampliar o número de associados, dos quase 14 mil para 15 mil, até o fim da atual gestão.
O projeto já conta também com a adesão de diversos ministros e presidentes de Tribunais Superiores. Das autoridades, quem se filiou à AMB, assim que recebeu a ficha de inscrição das mãos do presidente Calandra, no dia 16 de março, foi a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. “Sinto-me honrada com o convite e vou me filiar”, afirmou. O ministro Ayres Britto já se filiou.
A presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), Raimunda Gomes Noronha, também retornou aos quadros da AMB. “Fiquei afastada da AMB durante um tempo por não concordar com a antiga direção”, disse a presidente do TJPA.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Hamilton Carvalhido, prometeu ao presidente da AMB filia-se. “A Associação vive um momento significativo com Calandra na presidência. Depois de muitos anos, a AMB contará com a ponderação e o arrojo desse Magistrado paulista”, disse Carvalhido.
Como ele, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso - que é presidente da Corte -, Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa deverão se filiar. Mesma iniciativa adotarão os ministros do Superior Tribunal Militar (STM), Jorge José de Carvalho e Artur Vidigal de Oliveira, e o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região de São Paulo, desembargador Nelson Nazar.




