Estudo é coordenado pelo ministro do STJ Luis Felipe Salomão

Inventário dos projetos de inteligência artificial (IA) na Justiça: é o que traz o “Relatório de Pesquisa: Tecnologia aplicada à gestão dos conflitos no âmbito do Poder Judiciário Brasileiro”, realizado pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário da Fundação Getúlio Vargas (CIAPJ/FGV). A primeira fase do trabalho inclui projetos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e dos demais tribunais.

Leia a íntegra.

A iniciativa é conduzida pelo ministro do STJ e coordenador do CIAPJ/FGV Conhecimento, Luis Felipe Salomão. O levantamento também apresenta que aproximadamente 50% dos tribunais brasileiros já utilizam projetos de IA, seja em fase de ideação, seja como piloto ou, ainda, já implementadas. “O desenvolvimento dessas tecnologias é um dos instrumentos mais importantes de gestão no Judiciário, uma vez que implica em racionalizar recursos, mão de obra e atividades, diante de uma demanda cada vez mais crescente”, afirmou o magistrado.

A ideia é que o resultado agregue na evolução dos sistemas, que aumentam a produtividade e aceleram processos do Poder Judiciário, além de automatizarem atividades. ”Os dados permitem verificar o desenvolvimento dos sistemas de inteligência artificial que vem sendo tratada como a grande aliada para o aumento da produtividade do Poder Judiciário brasileiro, assim como identifica importantes investimentos direcionados à automação de atividades”, destacou a pesquisadora colaboradora da FGV, Renata Braga.

A inteligência artificial pode contribuir para buscar jurisprudência avançada, solucionar disputas, avaliar decisões, triar processos, agrupar por similaridade de jurisprudência, transcrever voz para textos com contexto e gerar peças semi-automaticamente. Dessa forma, as inovações na Justiça atuam em prol da sociedade e reduzem custos. “As novas tecnologias aumentam a produtividade e a qualidade, gerenciam a escassez a longo prazo e hoje são ferramentas essenciais à gestão dos tribunais”, finalizou a pesquisadora.


Melissa Duarte 

Assessoria de Comunicação da AMB

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