Depois de 20 horas de conferências e discussões, mais de 150 participantes inscritos e 23 expositores de várias nacionalidades, foi encerrado na última quinta-feira, 22, o I Congresso Ibero-americano sobre Cooperação Judicial: O Juiz e a Conectividade. No encerramento, a Rede Latino-americana de Juízes (Redlaj), promotora do evento, divulgou a "Carta de Barcelona", documento que sintetiza e cristaliza as principais conclusões dos membros da entidade sobre os temas debatidos no congresso.  

Realizado de 19 a 22 de novembro na Aula Magna da Faculdade de Direito da Universidade de Barcelona, o I Congresso Iberoamericano sobre Cooperação Judicial: O Juiz e a Conectividade contou com a participação de juízes brasileiros, entre eles o diretor da Escola Nacional da Magistratura (ENM), Luis Felipe Salomão, e do presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Rodrigo Collaço.

Na noite de encerramento do evento,  o ministro Gilmar Mendes, Vice-presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil, proferiu palestra sobre o tema "O Supremo Tribunal Federal brasileiro e a cooperação judicial ibero-americana".

Durante a exposição o ministro ressaltou que: "Nunca na história do Brasil uma constituição concedeu tanta autonomia e liberdade ao Poder Judiciário" e ainda destacou o fato de o Brasil possuir atualmente um dos mais modernos modelos de ação judicial".

O presidente da Rede Latino-americana de Juízes, o magistrado brasileiro Roberto Jorge Feitosa, encerrou o evento afirmando estar neste momento voltando "ao início de tudo, a própria essência de nossa profissão de magistrados, à função necessária do Poder Judiciário. Onde estamos? A quem servimos? Onde nos levam estas novas tecnologias? E a conectividade, a que nos serve toda esta parafernália?".

Ao final reafirmou os compromissos que a magistratura tem para com a sociedade: "a luta de justiça e liberdade, utilizando o que de melhor as novas tecnologias podem nos oferecer".

Veja as fotos de todo o evento através do link, aqui.  

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